Petrobras: ‘reajustes devem ser feitos pela saúde da companhia’

José Mauro Coelho voltou a defender a política de preços da empresa

Foto: Diego Vara/Reuters

A Petrobras não repassa a volatilidade dos preços no mercado internacional aos preços de combustíveis de imediato, reafirmou o presidente da estatal, José Mauro Coelho. “Mas é claro que em algum momento os reajustes devem ser feitos para manter a saúde da companhia”, ressalvou o executivo na tarde de hoje, durante a primeira entrevista coletiva com a imprensa desde que assumiu o cargo, em abril.

Coelho ressaltou ainda que os administradores da empresa devem atuar alinhados com a atual política de preços da empresa, em linha com o mercado internacional.

Questionado sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem, que criticou o lucro da companhia, Coelho disse que a preocupação com preços mais elevados de combustíveis é “legítima”. “Elevação acontece em todo o mundo e é uma preocupação de todos os líderes”, acrescentou.

O presidente da estatal disse ainda que a empresa não é insensível à sociedade, principalmente em momentos como o atual, em que a crise no leste europeu afeta os preços. Ele citou, nesse sentido, o programa social da estatal para auxiliar famílias de baixa renda a ter acesso ao gás liquefeito de petróleo (GLP), o “gás de cozinha”.

Os últimos reajustes de preços da Petrobras ocorreram em 11 de março, com aumentos de preços no diesel, gasolina e GLP. A alta foi o estopim que levou à demissão do antigo CEO da empresa, o general da reserva Joaquim Silva e Luna, e à posse de Coelho no mês passado.

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico


Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 23.maio.2022 às 10h47
Varíola do macaco: avanço da doença impulsiona ações de farmacêuticas

Presidente dos EUA, Joe Biden, alertou que todos precisam ficar atentos com a alta nos casos ao redor do mundo

Redação IF Publicado em 23.maio.2022 às 09h16
Macy’s pode oferecer pistas sobre força dos gastos do consumidor nos EUA

Investidores monitoram pistas sobre o comportamento da inflação no país