Após euforia inicial, Nubank cai 16% em dois dias

As ações encerraram a sessão desta terça-feira cotadas US$ 9,92, não muito distantes da marca de US$ 9 quando a oferta foi precificada, na semana passada

Foto: Divulgação

Passada a euforia inicial com o IPO, as ações do Nubank acumulam queda de 16,21% nos dois últimos pregões. Elas encerraram a sessão desta terça-feira cotadas US$ 9,92, não muito distantes da marca de US$ 9 quando a oferta foi precificada, na semana passada. O giro financeiro foi de US$ 22,71 milhões.

O setor de tecnologia liderou as quedas hoje em Nova York, com a expectativa antes da reunião do Federal Reserve (Fed) e os receios em relação à variante ômicron. O índice Nasdaq acumula baixa de 2,51% nos últimos dois pregões.

“As bolsas globais fecharam em queda com dados de inflação ao produtor americano acima do esperado às vésperas da reunião do FOMC. O dado reforça a visão de que o Fed deverá anunciar a aceleração do ritmo do tapering amanhã, dada a dificuldade dos preços em arrefecer. O avanço rápido da ômicron globalmente, por outro lado, mantém cautela no lado dos investidores europeus, cujo continente vem sendo especialmente impactado pela nova variante”, diz a Guide em relatório.

O Nubank não divulgou nenhuma informação nos últimos dias que poderia ter colaborado para uma mudança no sentimento dos investidores. A questão é que as ações de tecnologia – em especial, aquelas chamadas de alto crescimento – estão sendo penalizadas nas últimas semanas em função das expectativas de aumento de juros nos EUA. Qualquer mudança na taxa altera diretamente o valuation dessas companhias, que muitas vezes é calculado a partir do fluxo de caixa descontado.

Nesse cenário, outras empresas brasileiras negociadas nos EUA também estão amargando desempenho bastante negativo. Stone acumula baixa de 80,6% do início do ano até agora; PagSeguro recua 53,5%; e XP tem baixa de 26,5%.

Uma pesquisa do Bank of America, que acompanha dados da Apple Store e Google Play, mostrou que os bancos e carteiras digitais tiveram 21,688 milhões de downloads no Brasil em novembro, uma alta de 6,9% em relação ao mês anterior. Os aplicativos mais baixados foram Nubank (2,821 milhões), Bitz (2,195 milhões) e iti (1,787 milhão). Em termos de usuários ativos mensais, as maiores do Brasil são Nubank (38,068 milhões), AME Digital (16,954 milhões), Pan (15,530 milhões), Mercado Pago (15,503 milhões) e PicPay (10,671 milhões).


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