78% das empresas admitem ter dificuldades para lidar com diversidade e inclusão

Estudo realizado pela Talento Incluir avaliou o nível de maturidade inclusiva de 151 companhias

Foto: Divulgação

Um estudo realizado pela consultoria Talento Incluir com 151 empresas avaliou como as companhias estão lidado com o tem diversidade e inclusão. Em uma escala de 0 a 100, a nota média de maturidade das organizações avaliadas atingiu 41 pontos. Do total de entrevistados, 78% relatam enfrentar obstáculos que atrapalham a evolução do tema nas empresas e apenas 21,85% apontam que o tema flui com naturalidade.

Entre os entrevistados na sondagem, 39,74% afirmam que as empresas onde trabalham têm diretrizes globais para trabalhar diversidade e inclusão, enquanto 29,80% possuem diretrizes locais e 30,46% sequer têm diretrizes e, especificamente neste caso, 80% dessas empresas estão abaixo da cota exigida por lei para contratação de pessoas com deficiência.

Com relação à inclusão de pessoas com deficiência, 63,19% dos respondentes afirmam não existir programas para essa finalidade nas empresas em que trabalham. Apenas 6,25% reconhecem que as empresas onde atuam realizam programa de inclusão de pessoas com deficiência que vão além da contratação. Para 88,9% as empresas nunca fizeram ou raramente fazem conscientização sobre o tema.

Somente 36,23% dos respondentes acreditam que os principais executivos e o CEOs estão engajados no tema de pessoas com deficiência; apenas 23,19% afirmam que o RH das empresas está preparado para realizar contratação de profissionais com deficiência e 47,83% apontam que os gestores estão despreparados para liderar um profissional com deficiência.

“O estudo retrata a realidade e os desafios que ainda percebemos no dia a dia das empresas que investem na ampliação da cultura de diversidade e inclusão”, diz Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir. “Os dados analisados expõem essa realidade e, dessa forma, alertam as empresas sobre a importância de estruturar programas mais completos, com diretrizes mais claras para atuarem no tema de forma produtiva, muito além de apenas contratar e cumprir a lei de cotas”, completa a executiva.


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