Embraer reduz prejuízo em 65% no 1º trimestre, para R$ 170,7 milhões

Receita caiu 31%, para R$ 3,08 bilhões, refletindo o recuo nas receitas da aviação comercial e executiva e no negócio de defesa

(Foto: Divulgação Embraer)

A Embraer encerrou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 170,7 milhões, 65% menor do que a perda líquida de R$ 489,8 milhões registrada um ano antes. Entre janeiro e março, houve menor volume de entrega de jatos comerciais e executivos e um mês de paralisação na companhia devido à reintegração dos sistemas da aviação comercial.

Na receita líquida trimestral, a retração foi de 31%, a R$ 3,08 bilhões, refletindo o recuo nas receitas da aviação comercial e executiva e no negócio de defesa, parcialmente compensado pela melhora em suporte e serviços.

Ainda assim, a margem bruta da companhia nos três primeiros meses do ano alcançou 20,3%, contra 9,5% um ano antes, suportada pela melhora das margens na aviação comercial e executiva.

O prejuízo operacional (Ebit, na sigla em inglês) ficou em R$ 209,9 milhões, frente a R$ 178,8 milhões negativos um ano antes, pressionado por despesas de R$ 46,5 milhões com a Eve, empresa de mobilidade aérea urbana da Embraer. A margem Ebit foi de -6,8%, frente a -4% no mesmo trimestre de 2021.

Pelo critério ajustado, o prejuízo operacional foi de R$ 163,4 milhões, contra perda de R$ 159,6 milhões um ano antes, incluindo despesas não recorrentes de R$ 89 milhões, nas quais estão considerados gastos com a reintegração da aviação comercial e da arbitragem em curso contra a Boeing.

Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia ficou negativo em R$ 1,1 milhão no trimestre, contra R$ 82,1 milhões um ano antes. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 45,4 milhões, queda de 55%.

A Embraer reduziu o uso de caixa livre no trimestre para R$ 434,8 milhões, de R$ 1,2 bilhão um ano antes. A dívida total foi reduzida em R$ 5,6 bilhões na comparação com o quarto trimestre, para R$ 16,8 bilhões, mediante a quitação de compromissos de curto e longo prazos, e a dívida líquida recuou 11%, a R$ 6,88 bilhões.

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