Última fase do open banking começa nesta quarta incluindo investimentos e seguros

Segundo analistas, os ajustes finais são o pontapé para o open finance, evolução do open banking, por incluir grande parte do sistema financeiro nacional, como cooperativas de crédito e corretoras

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Nesta quarta-feira (15), o Banco Central dá início à última fase do open banking. Segundo analistas, os ajustes finais são o pontapé para o open finance.

Enquanto o open banking pode se caracterizar pelo compartilhamento de dados e serviços bancários, o open finance é mais amplo, incluindo grande parte do sistema financeiro nacional, como cooperativas de crédito e corretoras.

“Com essas complementações poderemos dizer que teremos um open finance implementado no Brasil. O grosso do mercado e as principais transações estarão contemplados, inclusive para pessoa jurídica. É uma data importante”, diz Thiago Brehmer, sócio líder da área de serviços financeiros da Grant Thornton Brasil.

Nesta última etapa, podem ser compartilhadas informações sobre produtos de investimentos, previdência, seguros e câmbio e contas-salário, desde que seja a vontade do cliente. Também será possível acessar as características destes produtos e serviços disponíveis para contratação no mercado.

As mudanças, porém, devem demorar a chegar na ponta final. No primeiro momento, as instituições participantes vão se organizar para poderem compartilhar as informações. Apenas em 31 maio de 2022 que os clientes poderão autorizar e solicitar a facilidade.

A terceira fase, que entrou em vigor com atraso em outubro, também só acaba no próximo ano.

“É um processo. Daqui dois anos vamos entender como o open finance vai mudar o mercado financeiro. Por enquanto, os participantes do mercado estão se adaptando às regras e as soluções vão aparecer com o tempo”, afirma Guilherme Assis, presidente do consolidador de investimentos Gorila.

Os primeiros passos do open banking começaram a ser disponibilizados ao público em agosto. De acordo com o BC, até o momento, brasileiro consentiram cerca de 1 milhão vezes ao compartilhamento de dados bancários.

“Os testes demoraram mais do que o BC imaginava, o que levou à prorrogação de prazos, mas ano que vem a adesão tende a mudar complemente”, diz Cintia Falcão, consultora jurídica da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento).

Segundo os especialistas, como são poucos os serviços já ofertados, a participação dos brasileiros ainda é incipiente.

“O open banking ainda está muito inicial. As pessoas ainda não entendem o benefício, mas ano que vem será possível compartilhar dados para se ter ofertas de crédito mais adequadas, o que deve aumentar a procura. O grande objetivo do BC é aumentar a concorrência com produtos mais baratos e específicos”, afirma Cintia.

Brehmer, da Grant Thornton, faz um paralelo com o PIX e aponta que o open finance é muito mais complexo em termos de implementação. “A partir do momento que as pessoas percebem o benefício, se fomenta a cultura do open finance”.

Veja o calendário com os próximos passos do open banking:

15 de dezembro de 2021

Início da fase 4: troca de informações entre as instituições sobre produtos financeiros como câmbio, investimentos, previdência e seguros

15 de fevereiro de 2022

Compartilhamento de serviços de transferências entre contas do mesmo banco e TED

30 de março de 2022

Compartilhamento do envio de propostas de operações de crédito a clientes que aderirem ao open banking

31 de maio de 2022

Compartilhamento de dados de clientes referentes aos produtos da fase 4

30 de junho de 2022

Compartilhamento de serviços de pagamento por boleto

30 de setembro de 2022

Compartilhamento de serviços de débito em conta

Para conferir todas as instituições participantes do open banking, clique aqui.

(Com Agência Brasil)


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