Servidores do BC suspendem greve, mas permanecem em operação padrão, diz associação

Os servidores do Banco Central decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira, suspender a greve

Sede do Banco Central, em Brasília (Foto: Pablo Jacob/ Agência O Globo)

Os servidores do Banco Central (BC) decidiram hoje que a greve ficará suspensa de amanhã até 2 de maio, mas será retomada caso o governo não apresente uma proposta oficial. As informações são do sindicato que representa a categoria.

O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central do Brasil (Sinal), Fabio Faiad, afirmou que a categoria dá “um voto de confiança” ao presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, após a promessa de reajuste de 5% e implementação de dois itens da pauta não-salarial, que não foram detalhados pela entidade.

Segundo o sindicato, Campos também se comprometeu a conseguir uma reunião com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, ainda em abril. “Nós demos um voto de confiança ao Roberto Campos Neto até 2/5/2022 para batalhar por uma proposta ainda melhor para os analistas e técnicos do BC”, disse Faiad.

Os servidores declararam que 5% são insuficientes e apresentaram contraproposta com reajuste de 27% concedido apenas a partir de 1º de julho. A proposta original previa reposição já no primeiro semestre deste ano.

“Além disso, cobramos novamente o atendimento integral à nossa pauta não-salarial. Aguardaremos por um prazo de duas semanas (até 2/5/2022) para que uma resposta ou uma nova proposta seja trazida pelo Governo. Até lá, daremos uma pausa na greve e estaremos em operação-padrão e em paralisações diárias de 14 às 18h”, informou o sindicato.

“Se nada for oferecido oficialmente, a greve será retomada automaticamente a partir de 3/5/2022”, complementou a entidade.

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