Mercado rebaixa previsão de crescimento de 2022 para 0,36%; confira os destaques da semana

O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central, mostrou uma piora na expectativa de crescimento do PIB em 2022; foram mantidas as projeções para o IPCA (5,03%), dólar (R$ 5,60) e Selic (11,50% ao ano)

Em março, a aplicação mais rentável foi o IDIV, Índice Dividendos

A primeira semana do novo ano já vai trazer algumas das mais importantes discussões do momento para os investidores.

O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central, mostrou uma piora na expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022. Os especialistas do mercado passaram a ver uma alta de 0,36% ante um avanço de 0,42% no relatório anterior. Foram mantidas as projeções para o IPCA (5,03%), dólar (R$ 5,60) e Selic (11,50% ao ano). A tendência é de muitas mudanças nas perspectivas nos próximos meses, principalmente em razão do processo eleitoral. Se não é fácil fazer essas projeções cotidianamente, em ano eleitoral é ainda mais.

Existem muitas dúvidas sobre quem vai efetivamente se candidatar à Presidência da República – inclusive se Jair Bolsonaro (PL) vai buscar a reeleição. Falta confirmar a candidatuta do petista Luiz Inácio Lula da Silva, que por sua vez tem de escolher o seu vice. E ainda é preciso encontrar o representante da chamada “terceira via” nesse pleito. São variáveis demais para colocar na conta. A única afirmação possível de fazer agora é que a maioria dos analistas espera uma piora na inflação, aumento nos juros e PIB fraco. É um cenário que vai exigir bastante habilidade dos investidores nos próximos meses: a renda fixa tende a ficar mais atraente, e aplicar na Bolsa de Valores deve exigir paciência e sangue frio.

O contexto externo também vai demandar cuidado. Os bancos centrais dos Estados Unidos, do Japão e da União Europeia estão começando a retirar os estímulos (tapering) dados para amortecer a desaceleração causada pela pandemia. Nos últimos meses, esses países se puderam a comprar grandes volumes de títulos corporativos que estavam na mão do mercado, dando-lhes dinheiro livre. Esses recursos também foram usados para comprar ativos financeiros em diversas localidades – o Brasil está nessa lista – , e, sem essa forcinha, fica uma incerteza sobre quanto gás o Ibovespa teria para subir.

O Fed (Federal Reserve, banco central americano) divulga na tarde de quarta (5) a ata da última reunião do seu comitê de política monetária, que manteve a taxa básica de juros entre 0 e 0,25% e anunciou a aceleração da retirada dos estímulos. Agora, o Fed vai reduzir em US$ 20 bilhões as compras mensais de títulos públicos e em US$ 5 bilhões as de títulos hipotecários, o dobro do montante que vinha sendo retirado nos últimos meses. Na ata, o mercado vai procurar mais indicações de como vai funcionar essa retirada daqui em diante.

Para prestar atenção nesta semana:

Segunda-feira (3)

8h25: Boletim Focus

Terça-feira (4)

S/h: Reunião da Opep

Quarta-feira (5)

10h: Produção e vendas de veículos (Anfavea)

16h: EUA – Ata da última reunião do Fed

Quinta-feira (6)

9h: Produção industrial (IBGE)

10h30: EUA – Pedidos de seguro-desemprego


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