Retrato icônico de Marilyn Monroe, de Warhol, é vendido por US$ 195 milhões pela Christie’s

A venda recorde sinaliza um forte começo para os principais leilões de primavera de Nova York

Retrato de Marylin Monroe, pintada por Andy Warhol, vai a leilão na Christie's na próxima semana por cerca de US$ 200 milhões
Retrato de Marylin Monroe, pintada por Andy Warhol. Foto: ANGELA WEISS / AFP

Um icônico retrato em silkscreen de Andy Warhol, da estrela de cinema Marilyn Monroe, foi vendido por US$ 195 milhões na Christie’s, nesta segunda-feira (9). A venda estabelece um novo recorde para uma obra de arte americana oferecida em leilão.

A venda deu início aos principais leilões de primavera de Nova York e destacou a força global do mercado de arte de alta qualidade, em um momento de volatilidade nos mercados financeiros.
Os colecionadores geralmente consideram as obras de arte como um ‘hedge’ de investimento. Isso por que os valores da arte não se movem necessariamente em conjunto com os preços dos ativos negociados em bolsas de valores.

A serigrafia quadrada de 1964, de 100 centímetros segundo descrição da Christie’s, recebeu o nome de “Shot Sage Blue Marilyn”. Ela foi criada por Warhol para ser uma foto promocional do filme “Niagara”, estrelado por Marilyn, em 1953. O artista transformou a atriz em um ícone da pop art, dando-lhe um rosto rosa chiclete, lábios rubi e sombra azul nos olhos contra um fundo azul-sálvia.

Pelo menos quatro licitantes disputaram o trabalho de Warhol, com o revendedor Larry Gagosian vencendo, após uma batalha de lances de aproximadamente quatro minutos. O leilão foi realizado em uma sala de vendas da Christie’s, no Rockefeller Center, em Nova York. A Christie’s tinha grandes expectativas para o trabalho, tendo estimado a venda em US$ 200 milhões.

Em termos de pinturas de grande sucesso, a serigrafia de Warhol agora está entre as obras de arte mais caras já vendidas. A venda ultrapassou os US$ 110,5 milhões, pagos em 2017, por uma pintura de caveira do protegido de Warhol, Jean-Michel Basquiat.

A venda também eclipsou o recorde anterior de Warhol, de US$ 105,4 milhões, estabelecido em 2013, por seu díptico metálico do tamanho de uma parede, com um homem caído em seu automóvel destruído, “Silver Car Crash (Double Disaster)”.

No entanto, o título de obra mais cara já vendida continua sendo de Leonardo da Vinci , com o seu “Salvator Mundi”, que a Christie’s vendeu em 2017, por US$ 450 milhões, ao príncipe Mohammed bin Salman, herdeiro da Arábia Saudita.

A história por trás de “Shot Sage Blue Marilyn”

A história por trás de “Shot Sage Blue Marilyn” provavelmente deu a Warhol algum brilho adicional e ajudou a Christie’s a justificar o preço. Warhol criou cinco serigrafias da estrela nesta série em particular “Marilyn”. Cada uma tem um fundo diferente, como vermelho, laranja, azul, sage blue e turquesa.

Em 1964, a artista Dorothy Podber viu o grupo de serigrafias empilhado contra uma parede no estúdio de Warhol. Ela perguntou se podia atirar neles. Warhol concordou, pensando que ela pretendia fotografar as obras. Em vez disso, ela sacou uma arma e disparou contra o grupo de trabalhos de “Marilyn” no estúdio de Warhol, conhecido como Factory. Warhol consertou as obras vermelhas e azuis que estavam danificadas; os outros, incluindo esta versão azul-sálvia, saíram ilesos.

Desde então, a notoriedade do incidente transformou esses “Shot Marilyns” em pérolas procuradas por alguns dos maiores compradores do mundo da arte, incluindo o industrial norte americano Peter Brant, o magnata grego Philip Niarchos e o gestor fundos Steven Cohen.

O vendedor desta versão “Shot Sage Blue Marilyn” foi uma fundação homônima criada por Doris Ammann. Ela e seu irmão mais novo, Thomas, compraram esta versão azul-sálvia do magnata editorial, Samuel Irving Newhouse, proprietário da Condé Nast (donas de títulos como Vogue, Vanity Fair e The New Yorker).

A renda será destinada a instituições de caridade selecionadas pela fundação Ammann, disse a Christie’s.

Com informações do The Wall Street Journal.


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