Privatização do aeroporto de Congonhas deve atrasar e ficar para 2023; entenda os motivos

Terminal é o mais lucrativo do país

Guiches de check-in no Aeroporto de Congonhas, em SP Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

A concessão do aeroporto de Congonhas (SP) — o mais lucrativo do país — deve ficar para 2023. Investidores já contam com o atraso no cronograma do governo, que pretendia licitá-lo originalmente em maio.

São três as razões do atraso: a demora na análise da privatização pelo Tribunal de Contas da União (TCU); o novo modelo do negócio, que agregou outros dez terminais ao aeroporto paulista; e o pleito de empresários do Rio, que querem tirar do certame o terminal de Jacarepaguá (RJ), o que levaria a novos estudos da rodada de concessão.

Assim, o governo federal tende a não conseguir os avanços que queria em sua agenda de privatização neste ano, embora, oficialmente, a meta do leilão seja, agora, o terceiro trimestre.

A piora do cenário econômico, com mais inflação e juros, torna o investimento em infraestrutura menos interessante, afetando também rodovias, como o trecho Norte do Rodoanel, em São Paulo, que teve sua concessão cancelada na terça-feira. Junta-se a isso o risco político, com a proximidade das eleições.

Com conteúdo do jornal digital O Globo


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