Preços na indústria fecham 2021 com alta recorde de 28,39%

Câmbio, commodities e até mesmo o clima influenciaram a disparada da inflação do setor

Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta terça-feira (1) que o IPP (Índice de Preços ao Produtor) variou -0,12% em dezembro de 2021 em relação ao mês anterior, primeiro resultado negativo depois de 28 meses. Apesar disso, a inflação do setor industrial fechou 2021 com alta acumulada de 28,39%, um recorde da série histórica iniciada em 2014. O avanço do indicador no ano passado foi nove pontos percentuais maior que o de 2020.

A disparada dos preços na indústria teve como influência “muitas variáveis”. “Podemos enumerar, o câmbio, cuja depreciação chegou a quase 10%; o comportamento do mercado ao longo do ano, com aumentos consideráveis no preço do minério de ferro, do óleo bruto de petróleo, de alimentos como açúcar e carne”, destacou o gerente de análise e metodologia da Coordenação de Indústria do IBGE, Alexandre Brandão. “Também não dá para desconsiderar a pandemia, que ainda tem tido impacto nas cadeias produtivas, além do clima, já que o inverno foi rigoroso e proporcionou problemas na safra do açúcar e do café, por exemplo”, acrescentou.

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Oito delas encerraram 2021 com alta, destaque para refino de petróleo e biocombustíveis (69,72%), outros produtos químicos (64,09%), metalurgia (41,79%) e madeira (40,76%). Já as principais influências no acumulado da indústria geral vieram do refino de petróleo e biocombustíveis (com 5,88 ponto percentual), outros produtos químicos (5,14 p.p.), alimentos (4,77 p.p.) e metalurgia (2,73 p.p).


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