Petrobras indica que preços dos combustíveis podem voltar a subir

Companhia defendeu sua política de paridade internacional e disse que isso evita desabastecimento

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Palácio Petrobras na Avenida Chile, no Rio de Janeiro (Foto: Getty Images)

A Petrobras reafirmou na quarta-feira (9) que a prática de preços de combustíveis alinhados ao mercado externo é necessária para manter a segurança energética e evitar desabastecimento, em meio à forte pressão do governo Bolsonaro por mudanças.

A companhia disse que há possibilidade de o mercado global de óleo diesel ficar mais pressionado nos próximos meses e, em um cenário de escassez mundial, o abastecimento nacional “requer uma atenção especial”.

“A prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado é condição necessária para que o país continue sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diversos agentes”, afirmou a companhia, indicando que os preços dos combustíveis poderão voltar a subir nas refinarias.

A Petrobras tem represado, porém, os reajustes nos preços do diesel e gasolina, segurando os repasses das variações do mercado internacional e do câmbio. O diesel, que serve de combustível para caminhões que transportam cargas pelo país, com impacto direto na inflação, não tem aumento desde 10 de maio, e a gasolina não tem elevação de preço há quase 90 dias.

Em seu comunicado, a estatal avaliou que o mercado estará diante de um aumento sazonal da demanda mundial no segundo semestre, menor disponibilidade de exportações russas diante do agravamento de sanções econômicas ao país, além de eventual indisponibilidade de refinarias nos Estados Unidos e Caribe com a temporada de furacões de junho a novembro.

“Portanto, não há fundamentos que indiquem a melhora do balanço global e o recuo estrutural das cotações internacionais de referência para o óleo diesel”, acrescentou a Petrobras.

Como o Brasil é deficitário em óleo diesel, tendo importado quase 30% da demanda em 2021, a companhia acredita que poderá haver maior impacto nos preços e no suprimento.

Além disso, o consumo nacional de diesel é historicamente mais alto no segundo semestre devido à sazonalidade das atividades agrícola e industrial. O mercado interno registrou recorde de consumo de óleo diesel no ano passado e essa marca deverá ser superada em 2022.

Com isso, a Petrobras disse que adota uma dinâmica que propicia um equilíbrio com o mercado, evitando repasse imediato da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio ocasionadas por questões conjunturais para os preços domésticos.

“(Mas) preços abaixo do mercado inviabilizam economicamente as importações necessárias para complemento da oferta nacional.”

Com conteúdo do portal g1


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