‘Não podemos ficar quietos’, diz líder de caminhoneiros sobre aumento do diesel

Wallace Landim, o Chorão, criticou a política de paridade internacional da Petrobras

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em vídeo distribuído a sua base de contatos, o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, se disse “indignado” com o reajuste no preço do diesel. “Gente, não podemos ficar quietos”, afirmou. “Nós precisamos fazer alguma coisa.”

No entendimento de Chorão, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deu sinais de que “começou a entender que precisa realmente mexer no Preço de Paridade de Importação”. Ele se referia à política de preços da Petrobras, que repassa ao mercado interno as variações das cotações do dólar e do barril de petróleo.

O caminhoneiro informou que estava em São Paulo, onde encontrou a gasolina a R$ 7,99, a gasolina aditivada perto dos R$ 9,00 e o diesel a quase R$ 7,50. “Com esse novo aumento de R$ 0,40, vai chegar a R$ 8,00”, disse.

Em nota à imprensa, a Abrava diz que “o fantasma da inflação voltou”, e que o aumento no diesel se reflete nos preços dos produtos transportados “no dia seguinte”.

“Lembramos que essa luta pelo fim do PPI não é só dos caminhoneiros, mas sim de toda a população brasileira, principalmente os mais vulneráveis e a classe média”, diz a nota.

A implementação do PPI, no governo de Michel Temer, inaugurou uma sequência de reajustes nos preços dos combustíveis. A escalada nos preços foi o estopim para o movimento que ficou conhecido como greve dos caminhoneiros, mas que contou com a participação decisiva das empresas transportadoras.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira um aumento de 8,87% no preço do diesel nas refinarias.

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