Inflação nos EUA alcança maior alta em quatro décadas; S&P 500 registra pior semana desde janeiro

Custos de energia, alimentos e moradia impulsionam o aumento mais rápido no índice de preços ao consumidor desde dezembro de 1981

Loja da Apple em Los Angeles, nos Estados Unidos, que abriu as portas em 19 de novembro (Foto: Apple/Divulgação)

A inflação de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA atingiu seu nível mais alto em mais de quatro décadas em maio. Isso se deve ao aumento dos custos de energia e alimentos empurrando os preços para cima, com pouca indicação de quando a tendência de alta pode diminuir.

O Departamento do Trabalho dos EUA disse, nesta sexta-feira, que o índice de preços ao consumidor aumentou 8,6% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado, marcando seu ritmo mais rápido desde dezembro de 1981. O resultado também foi superior à leitura do IPC de abril. O IPC mede o que os consumidores pagam por bens e serviços.

O pico inflacionário de maio foi impulsionado, em parte, por fortes aumentos nos preços de energia, que subiram 34,6% em relação ao ano anterior, e alimentos, que saltaram 11,9% no ano, o maior aumento desde 1979. Mas as pressões inflacionárias foram nitidamente amplas em maio, disse Sarah House, economista sênior do banco Wells Fargo.

“Dado o atual cenário, desde as implicações da invasão russa da Ucrânia, os bloqueios chineses e apenas o puro apetite por viagens, o que vimos é a tempestade perfeita desses fatores, juntamente com alguns grandes fechamentos de refinarias”, disse ela. “As pressões inflacionárias foram vistas em quase todos os lugares.”

Investidores esperam um aperto monetário rígido pela frente

Os três principais índices acionários de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira com perdas consistentes. Investidores reagiram mal aos dados do indicador de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), referente ao mês de maio, dos Estados Unidos.

O humor azedou também com a queda da confiança do consumidor americano em junho, com o indicador no menor patamar da série histórica, desde 1952. Diante deste cenário, as três referências fecharam a semana com perdas acumuladas, e agora o investidor concentra sua atenção na decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) na semana que vem.

Terminadas as negociações desta sexta, o índice Dow Jones fechou com perdas de 2,73%, a 31.392,79 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 2,91%, a 3.900,86 pontos, e o Nasdaq recuou 3,52%, a 11.340,02 pontos. Na semana, os índices de referência para o mercado de ações terminaram com queda acumulada de 4,58%, 5,05% e 5,60%, respectivamente.

As quedas confirmam que Wall Street teve sua pior semana em meses. O S&P 500 e o Nasdaq registraram a nona semana de perda em 10, e a pior semana desde janeiro.

Com informações de agências.

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