IF HOJE: com efeito menor da Black Friday, vendas no varejo sobem 0,6% em novembro

Mês foi marcado por promoções, mas a inflação também pesou no resultado do setor

(Foto: Pixabay)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta sexta-feira (14) que o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,6% em novembro na comparação com outubro de 2021. O setor avançou puxado, principalmente, pela alta de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). Também subiram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%). Já o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos recuou 2,3%, assim como tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), combustíveis e lubrificantes (-1,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,4%). Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação variou -0,1%, o que indica estabilidade.

“O que vimos foi uma Black Friday muito menos intensa, em termos de volume de vendas, do que a de 2020, quando esse período de promoções foi melhor, sobretudo para as maiores cadeias do varejo”, apontou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenômeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a Black Friday para algumas cadeias”, acrescentou.

No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e nos últimos doze meses, também crescimento de 1,9%.

Por que importa?

O setor é um dos motores da economia e seu desempenho pode indicar uma eventual melhora ou piora das condições macroeconômicas do país.

Como afeta os seus investimentos?

Os dados de novembro do varejo vieram melhor que o esperado pelo mercado. Os economistas projetavam uma queda de 0,2% nas vendas do setor em relação a outubro. O resultado pode contribuir para que o dia seja positivo para o mercado acionário local ou impedir uma desvalorização maior dos ativos brasileiros.

Fique por dentro:

Orçamento em outras mãos

O presidente Jair Bolsonaro deu mais poder à Casa Civil (sob comando de Ciro Nogueira, do PP) na execução do Orçamento, diminuindo a autonomia do Ministério da Economia, por meio de um decreto nesta quinta (13). O texto determina que a Casa Civil terá que dar aval para algumas ações de abertura ou remanejamento de despesas. Atualmente, a Junta de Execução Orçamentária — composta pela Casa Civil e pela Economia — define os limites globais de empenho e movimentação, além de remanejamentos. A execução disso, no entanto, era feita apenas por portarias do Ministério da Economia. Agora, a mudança visa agradar demais partidos na alocação de recursos, assegurando o poder do centrão em ano eleitoral.

PEC na berlinda

A PEC dos Precatórios, que adia o pagamento de dívidas da União reconhecidas pela Justiça está sendo questionada no STF (Supremo Tribunal Federal) pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e demais associações de servidores.

O pedido visa a suspensão e declaração de inconstitucionalidade da medida.

Cerco à variante ômicron

O Ministério da Saúde enviou na quinta-feira (13) à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um pedido para autorizar o autoteste de Covid-19 no país. O autoteste pode ser uma importante ferramenta para conter a disseminação da variante ômicron do novo coronavírus, responsável pela nova onda da pandemia.

Cerco aos antivax

Jornais americanos estão noticiando que a fabricante de artigos esportivos Nike vai demitir nesta semana os funcionários que não se vacinaram. A empresa avisou em outubro que a vacinação é obrigatória para seus colaboradores.

Respiro para a Evergrande

A endividada incorporadora chinesa Evergrande conseguiu adiar em seis meses o vencimento do juro de 6,98% de um título de dívida de 4,5 bilhões de yuans (US$ 157 milhões), segundo agências de notícias internacionais.

Para acompanhar hoje:

Balanços: antes da abertura do mercado, os bancos JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo abrem a temporada de balanços corporativos do quarto trimestre de 2021 nos EUA
04h: PIB da Grã-Bretanha em dezembro
04h: produção industrial na Grã-Bretanha em novembro
06h: PIB da Alemanha em 2021
09h: vendas no varejo brasileiro em novembro
10h30: vendas no varejo brasileiro em dezembro
10h30: discurso de Christine Lagarde, presidente do BCE (Banco Central Europeu)
11h15: produção industrial dos EUA em dezembro


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