FMI: Brasil vai crescer apenas 0,3% em 2022

O fundo rebaixou sua previsão para o PIB brasileiro, citando como razões gerais os reflexos da alta inflação e do menor crescimento da China nas economias emergentes

Foto: Jose Luis Magana/AP

Pontos-chave

  • No último Relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, a mediana das projeções para o crescimento da economia brasileira em 2022 permaneceu em 0,29%. Para 2023, houve redução de 1,75% para 1,69%
  • Para 2023, o Fundo prevê que o Brasil crescerá 1,6%, 0,4 ponto percentual a menos do que a projeção de outubro

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a estimativa de crescimento do Brasil para 2022 e 2023 em relação às projeções feita pela própria instituição em outubro. Para este ano, o país deve crescer 0,3% — bem menos do que a previsão anterior, de 1,5%.

Para 2023, o Fundo prevê que o Brasil crescerá 1,6%, 0,4 ponto percentual a menos do que a projeção de outubro. Os números constam do relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), apresentado nesta terça-feira.

Economia global (PIB, variação em %)

Fonte: FMI. *Projeção

As estimativas do FMI estão em linha com as previsões feitas pelo mercado. No último Relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, a mediana das projeções para o crescimento da economia brasileira em 2022 permaneceu em 0,29%. Para 2023, houve redução de 1,75% para 1,69%.

O relatório do FMI não especifica as causas para o rebaixamento da previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, mas, em linhas gerais, cita os reflexos da alta inflação e do menor crescimento da China nas economias emergentes.

“A perspectiva [de crescimento limitado da China] enfraqueceu mais a da economia do Brasil — onde a luta contra a inflação leva a uma política monetária de forte resposta, que pesará no mercado interno”, diz o documento. “Dinâmica semelhante ocorre no México, embora em menor escala.”

O documento é o primeiro apresentado pelo FMI desde que o anúncio de fechará seu escritório em Brasília até o final de junho. A decisão foi revelada depois de o ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, ter feito duras críticas ao Fundo, em razão do que qualifica de previsões excessivamente pessimistas para a economia do país. A entidade mantém representação no país há 23 anos.

Para a América Latina e Caribe, como um todo, o FMI prevê um crescimento de 2,4% e 2,6%, respectivamente, em 2022 e 2023. O relatório de outubro previa que a região cresceria 3% neste ano e 2,5% no ano que vem.


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