Sexta insana: futuros de ações dos EUA apontam para Wall Street estendendo liquidação

Futuros de ações caem, sinalizando mais turbulência no mercado

Nasdaq: mercado de ações automatizado, em Nova York, onde estão listadas mais de 2 800 ações de diferentes empresas
Bolsa eletrônica Nasdaq, em Nova York, EUA

A sexta-feira está se tornando um grande dia nos mercados após a derrocada do dia anterior. Além de digerir a maior queda do mercado de ações desde o pânico pandêmico em 2020, os investidores também estarão se concentrando na contínua alta nos rendimentos e nos importantes números mensais de empregos, publicados hoje, nos Estados Unidos, logo mais às 9h30.

Mais cedo, às 5h, os futuros do S&P 500 caíam 0,25%, apontando para uma queda quando os mercados abrem mais tarde. Os investidores tiveram poucos lugares para se esconder na liquidação, com os rendimentos dos títulos também subindo na sexta-feira. Os preços dos títulos caem quando os rendimentos aumentam. O rendimento do Tesouro de 10 anos foi negociado em 3,071%, acima do dia anterior e em seu nível mais alto desde novembro de 2018.

Ontem, ainda nos Estados Unidos, o mercado de ações deu sua maior reviravolta desde os primeiros dias da pandemia. O índice Dow Jones registrou seu maior declínio este ano, apenas 24 horas após seu maior ganho desde 2020.

Na Nasdaq, a queda foi de 5%. Já o S&P caiu 3,6% e o Dow caiu 3,1%, ou 1.063 pontos, apagando os ganhos de quarta-feira. Os principais índices oscilaram entre 7,0 e 9,4 pontos percentuais das máximas de quarta-feira às mínimas de quinta-feira, de acordo com o Dow Jones Market Data, suas maiores oscilações desde o primeiro semestre de 2020.

No Brasil, também ontem, o pregão da Bolsa terminou com gosto amargo. O otimismo que marcou a hora final do pregão de ontem rapidamente deu lugar a um movimento amplo de aversão a ativos de risco na quinta-feira.

Após os investidores terem celebrado o fato de o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ter descartado acelerar o ritmo de alta de juros nos EUA, a leitura que prevaleceu nos mercados hoje é que o desafio das autoridades monetárias para controlar a inflação segue imenso – e deve penalizar o mercado acionário. Assim, o Ibovespa encerrou o dia em queda forte, seguindo seus pares em Nova York, e praticamente zerou os ganhos de 2022.

O Ibovespa amargou perdas de 2,81% nesta quinta-feira, encerrando o dia aos 105.304,19 pontos. A queda diária, inclusive, fez os retornos do Ibovespa, em moeda local, recuarem a apenas 0,46% em 2022. O volume negociado dentro do índice hoje foi de R$ 24,12 bilhões, pouco acima da média diária de 2022.


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