Bolsas em NY operam em queda firme; Ibovespa cai mais de 3%

Investidores temem um enfraquecimento do mercado de renda variável conforme os juros avançam

Nasdaq: mercado de ações automatizado, em Nova York, onde estão listadas mais de 2 800 ações de diferentes empresas
Bolsa eletrônica Nasdaq, em Nova York, EUA

Apenas um dia depois de registrar o maior rali em dois anos, o S&P 500 caiu acentuadamente nesta quinta-feira, com 95% das empresas que compõe o índice despecando. O Nasdaq 100, principal índice de tecnologia, caiu cerca de 5%, eliminando seus ganhos pós-Fed. O dólar subiu. Uma liquidação nos títulos do Tesouro de 10 anos elevou o rendimento do ativo para além de 3%.

Os preços das ações e os rendimentos dos títulos nos EUA se movem em direções opostas. Na quarta-feira, os preços dos títulos encenaram uma recuperação ao lado das ações antes de perderem força. Agora, ações desabam e títulos sobem.

O Fed está reduzindo a liquidez nos mercados e isso está aumentando a volatilidade dos ativos. Este cenário pode ser o “novo normal”, avaliam os investidores, até que o banco central dos EUA controle a inflação e mude a política, voltando a reduzir os juros.

No Brasil, às 14h10, o Ibovespa recuava 2,92%, aos 105.170 pontos, tocando os 103.923 pontos na mínima e os 108.337 pontos na máxima. Com isso, o índice passou a ceder 0,40% no ano em reais. O volume financeiro negociado até aqui foi de R$ 13,8 bilhões, com projeção de alcançar um giro de R$ 25,2 bilhões ao final do dia.

Para analistas da Levante, o comunicado foi duro. “Segundo o texto, o BC avalia que o ambiente externo segue piorando devido à nova onda da covid na China e à guerra na Ucrânia, enquanto localmente a inflação segue preocupando. O comunicado também afirmou que os juros vão continuar a subir, embora em um ritmo menos intenso, ou seja, um comunicado ‘hawkish’ [favorável ao aperto monetário] , defendendo uma abordagem ortodoxa para conter a inflação.”

A piora no sentimento de aversão a risco no câmbio levou o dólar comercial a R$ 5,04 na máxima do dia, em um movimento de força da moeda americana que se espalha ao redor do globo. Assim, com o dólar em forte alta e o estresse no mercado de Treasuries, os juros futuros também se ajustam em forte alta e disparam nesta quinta-feira, também influenciados pelos sinais emitidos pelo Copom.


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