Ibovespa fecha em queda impulsionado por commodities e papéis sensíveis aos juros

Índice caiu 0,14%, aos 103.109,94 pontos

B3, a Bolsa de Valores de São Paulo
B3, a Bolsa de Valores de São Paulo (Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg/Reprodução O Globo)

O Ibovespa, principal referência da Bolsa local, fechou em queda de 0,14%, aos 103.109,94 pontos, nesta terça-feira (10), impulsionado por ações sensíveis à queda nas taxas de juros e pela queda das commodities.

O petróleo terminou a sessão desta terça-feira no vermelho, mais um dia de perda para a commodity diante de um dólar forte no exterior (em seu maior patamar em quase 20 anos) e também em meio às preocupações dos investidores acerca do crescimento econômico global. No fim da sessão, os preços dos contratos para julho do Brent, a referência global, terminaram o dia em queda de 3,28%, a US$ 102,46 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para junho do WTI, a referência americana, recuou 3,23%, a US$ 99,76 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Em relatório mensal, o Departamento de Energia dos Estados Unidos estimou que o consumo de petróleo e combustível do país em 2022 deve ficar em 20,5 milhões de barris por dia, abaixo da previsão do último relatório, publicado há um mês, que projetava consumo de 20,6 milhões de barris por dia.

O alívio nos preços internacionais do petróleo derrubou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e ajudou a deixar os juros futuros em queda. O movimento se estendeu ao longo de toda a sessão regular desta terça-feira, na medida em que os agentes também se mostraram bastante atentos à ata da reunião de semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reforçou a percepção de um aumento de 0,5 ponto percentual na Selic em junho, em um ajuste que pode ser o último do atual ciclo de aperto.

No fim do pregão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 passava de 13,29% no fim da sessão regular para 13.275%; a do DI para janeiro de 2024 caía de 12,96% para 12,865%; a do contrato para janeiro de 2025 recuava de 12,42% para 12,315%; e a do DI para janeiro de 2027 cedia de 12,30% para 12,195%.

Entre as ações com maiores altas do dia estão Petz ON, que saltou 7,29%, units do Banco Inter, que avançaram 9,14% e Natura ON, que melhorou 8,73%. CVC Brasil teve alta de 5,69% e Alpargatas PN cresceu 5,16%. Na outra ponta, CSN Mineração ON tombou 7,16%, Usiminas PNA recuou 6,78%, CSN ON caiu 5,82% e Gerdau PN cedeu 4,36%.

O índice Dow Jones terminou em queda de 0,26%, a 32.160,74 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,25%, a 4.001,05 pontos, e o Nasdaq cresceu 0,98%, a 11.737,67 pontos.

As ações mais ligadas ao cenário doméstico e à tecnologia – que vinham sendo duramente penalizadas pelos receios com o aperto monetário global nos últimos dias – aparecem na ponta positiva dos mercados hoje.

(Com Valor Econômico)


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