Banco Central avalia usos do real digital se for implantado

Na avaliação de Campos, houve avanço “muito” grande desde que o grupo de trabalho sobre moedas digitais foi criado pelo BC

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil (Foto: Raphael Ribeiro/BCB)

Pontos-chave

  • Presidente do Banco Central fala em abrir espaço para "novos modelos de negócios"
  • Para Campos Neto, o real digital deve ser planejado "como base de uma plataforma de pagamentos inteligentes”

O Banco Central (BC) lançou ontem uma edição do especial Lift Lab para avaliar de que maneira o real digital poderá ser usado, caso venha a ser implantado. A ideia é que sejam desenvolvidas “soluções inovadoras” ligadas ao real digital “que beneficiem a população e o funcionamento” do Sistema Financeiro Nacional (SFN), segundo a autoridade monetária. Voltado a empresas e pessoas físicas, o Lift Lab é uma espécie de laboratório de inovação criado pelo BC e pela Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac).

“Nosso público-alvo são participantes do mercado, reunindo um público qualificado de bancos, instituições de pagamento, fintechs e empresas de tecnologia com interesse em desenvolver um produto minimamente viável com base no real digital”, afirmou ontem o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. Ele participou do último de sete eventos virtuais promovidos pela instituição para debater a implantação da moeda digital.

Em seu discurso, Campos lembrou que novas tecnologias “abrem espaço para novos modelos de negócios” ligados ao SFN. Além disso, afirmou que ao longo dos sete eventos virtuais ficou “cada vez mais claro que, para adicionar valor sobre as soluções já disponibilizadas por nosso sistema de pagamentos”, o real digital deve “ser concebido como base de uma plataforma de pagamentos inteligentes”.

Esse processo, de acordo com ele, é “uma iniciativa de fôlego, que depende da maturidade” em três frentes. Na primeira frente, da Agenda BC#, “principalmente nas ações mais diretamente ligadas ao real digital, como Pix e open banking”. Na segunda, dos mercados internos dos países, que começaram a mostrar “demanda por novas tecnologias, mas ainda estão em fase inicial de desenvolvimento”. Por fim, da discussão internacional sobre o tema, “que tem deixado clara a necessidade de se ponderar potenciais e riscos para as aplicações específicas a cada país”.

Na avaliação de Campos, houve avanço “muito” grande desde que o grupo de trabalho sobre moedas digitais foi criado pelo BC, em meados do ano passado.


Você também pode gostar
Anne Dias Publicado em 20.maio.2022 às 11h12
Redação IF Atualizado em 20.maio.2022 às 17h58
Dólar tem queda de 0,89% com corte de juros na China e acumula baixa de 3,64% na semana

O real seguiu o movimento das moedas de países emergentes nesta sexta (20)

Redação IF Atualizado em 19.maio.2022 às 16h01
Dólar comercial renova mínima com fraqueza da moeda no exterior

O movimento reflete o enfraquecimento da moeda americana frente outras divisas emergentes

Manhã Inteligente Publicado em 19.maio.2022 às 10h26
Guerra na Ucrânia, queda das ações da Amazon, Madonna e NFTs

Isabella Carvalho e Ítalo Martinelli falam sobre os assuntos que podem afetar seus investimentos nesta quinta (19)