Após queda no setor de serviços, analistas revisam projeções do PIB anual e do quarto trimestre

A redução de 1,2% nas atividades do setor de serviços na passagem de setembro para outubro fez com que os analistas revisem para baixo suas projeções de crescimento da economia para este ano e o próximo

Foto: Pixabay

A redução de 1,2% nas atividades do setor de serviços na passagem de setembro para outubro fez com que os analistas revisem para baixo suas projeções de crescimento da economia para este ano e o próximo.

O resultado coloca incertezas sobre o desempenho da atividade no quarto trimestre deste ano, momento em que era esperado que o avanço do setor de serviços, diante da vacinação e das festas de fim de ano, desse maior dinamismo à economia.

A revisão do mercado nas projeções de crescimento da economia se deve a forte surpresa, negativa, no resultado do setor de serviços. A expectativa dos analistas não era otimista, mas o dado divulgado, nesta manhã, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando uma retração de 1,9%.

Diante do cenário apontado pelo IBGE, Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, reviu a projeção do PIB de 4,5% para 4,4% para 2021 e de 0,5% para 0,3% em 2022.

Setor perde dinamismo

Considerado o motor do PIB, o desempenho do setor de serviços começou a ser impactado diretamente pela inflação e pela perda de dinamismo do comércio e da indústria que afetam atividades do setor.

Alberto Ramos, chefe de pesquisa macro da América Latina do Goldman Sachs, espera que os segmentos de serviços mais impactados pela pandemia, como os serviços prestados às famílias, se recuperem nos próximos meses. Ainda assim, a perspectiva para o setor como um todo é de queda, mesmo com a retomada dessas atividades.

O Goldman Sachs prevê queda de 1,5% para o setor de serviços no quarto trimestre deste ano, ante o terceiro. Segundo Ramos, o rápido aumento da inflação, o aumento das taxas, o aumento do ruído político e a incerteza política, a deterioração da confiança dos consumidores e dos negócios e a reviravolta incipiente no ciclo de crédito estão gerando ventos contrários crescentes à atividade de serviços.

Com informações de agências.


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