Bolsas da Europa operam em queda acentuada acompanhando Ásia e pregão de ontem em NY

Notícia de queda de 3,9% da atividade industrial da Alemanha em março contribui para o mau humor

Bolsa de Frankfurt, na Alemanha (Foto: divulgação)

As bolsas europeias operam em queda acentuada nesta sexta-feira (6), acompanhando o mau humor da sessão asiática e da sessão de ontem em Wall Street, com os investidores reavaliando as perspectivas para a política monetária americana após a decisão do Federal Reserve (Fed) e os comentários do presidente do BC americano, Jerome Powell, na quarta-feira (4).

O índice Stoxx Europe 600 operava há pouco em queda de 1,16%, a 433,18 pontos. O FTSE 100, índice de referência da bolsa de Londres, recua 0,76%, a 7.446,38 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, cai 1,09%, a 13.750,44 pontos, e o CAC 40, de Paris, cede 1,22%, a 6.290,76 pontos. Em Milão, o FTSE MIB opera em leve queda de 0,05%, a 23.748,19 pontos, e o Ibex 35, de Madri, cai 0,82%, a 8.366,10 pontos.

As bolsas de Nova York anotaram fortes ganhos na quarta-feira, depois dos comentários de Powell, que disse que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) não está considerando “ativamente” acelerar a elevação dos juros com um movimento de 0,75 ponto percentual na próxima reunião, de junho. Ontem, porém, os índices acionários americanos tomaram um tombo, com o Nasdaq, em especial, recuando 4,99% em meio a novas altas dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries).

Os investidores seguem agora à espera do relatório do Payroll, do mercado de trabalho americano, que será divulgado às 9h30 (horário de Brasília) e pode dar pistas sobre a trajetória futura dos juros do Fed. A expectativa dos economistas consultados pelo “The Wall Street Journal” é de que os EUA tenham criado 400 mil vagas de trabalho em abril, de 431 mil no mês anterior.

“Um número acima dos 500 mil pode provocar um aperto mais rápido pelo Fed e […] uma reação de compra de dólares”, disse Jeffrey Halley, analista sênior de mercados da Oanda, em nota. “Da mesma maneira, um número abaixo dos 300 mil deve ver um alívio em relação ao aperto monetário do Fed”, disse.

O mercado também vai observar como está a trajetória do aumento dos salários devido ao receio de que inflação provoque uma espiral crescente em conjunto com os reajustes salariais.

Os dados econômicos europeus também ajudam a pressionar as ações, com a produção industrial da Alemanha caindo 3,9% em março, na comparação com o mês anterior. A queda foi maior do que a expectativas dos economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de recuo de 1,0% no mês.

Um pouco mais de 80% das companhias consultadas disseram que gargalos nas cadeias de abastecimento e problemas para encontrar matérias-primas estão restringindo a produção. Este número ficou quase tão elevado quanto em dezembro de 2021, quando um recorde de pouco menos de 82% das empresas foi alcançado.

 

Com conteúdo VALOR PRO, o serviço de informação em tempo real do Valor Econômico


Você também pode gostar
Redação IF Publicado em 25.maio.2022 às 08h34
Bolsas europeias e futuros de NY têm alta moderada, antes da ata do Fed

À espera do documento, no pré-mercado em NY, o futuro do S&P 500 tinha leve alta de 0,06% e do Nasdaq avançava 0,18%

Valor Econômico Publicado em 25.maio.2022 às 07h36
Após nova troca, ações da Petrobras caem

Investidor volta a analisar peso político, mas efeito na bolsa foi limitado por ativo ser considerado barato

Redação IF Atualizado em 24.maio.2022 às 19h58
‘Travamos o bom combate’, disse Coelho, por WhatsApp, em mensagem de despedida

Funcionários relatam clima de falta de rumo com demissão de José Mauro Coelho; indicado para o posto é Caio Paes de Andrade

Redação IF Atualizado em 24.maio.2022 às 18h18
ADRs da Petrobras recuam 3,8% em NY com troca no comando e data de corte de dividendos

Os recibos de ações (ADRs) referenciados nas ações ordinárias da Petrobras fecharam em queda de 3,80% na bolsa de Nova York

Glossário IF Publicado em 24.maio.2022 às 17h24
B3: como surgiu, qual é sua história, o que ela faz?

A Bolsa de Valores brasileira é uma das dez maiores do mundo e a maior da América Latina. Saiba mais no Glossário IF