Ibovespa sobe com investidores de olho em privatização da Eletrobras e tensões na Europa

Arrefecimento da tensão no leste europeu impulsiona mercados internacionais

Bolsa de Valores de São Paulo, a B3 (Foto: Rafael Matsunaga/Wikimedia)

A sessão desta terça-feira (15) foi de recuperação dos mercados acionários globais após a Rússia anunciar a retirada de parte das tropas da fronteira com a Ucrânia, esfriando o possível conflito precificado nas últimas sessões. No entanto, para o Ibovespa, a elevação dos preços das commodities limitou os ganhos do pregão.

O principal índice acionário brasileiro terminou o dia com alta de 0,82%, aos 114.828 pontos.

Privatização da Eletrobras avança

O destaque do dia foram as ações da Eletrobras (ELET3; ELET6), que subiram mais de 6,2% depois que o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) formou maioria para aprovar a primeira etapa da privatização da empresa. Apesar da aprovação, o ministro Vital do Rêgo, que divergiu da maioria, apontou um erro de avaliação na privatização e diz que a outorga de R$ 63 bilhões, está subavaliada.

Os ministros ainda decidiram por obrigar o Ministério de Minas e Energia a incluir uma cláusula na privatização que impede a empresa de participar de leilões de venda de potência, porque ainda não se sabe quanto isso geraria de receita para as usinas nos próximos anos.

Commodities limitam ganhos

Acompanhando as quedas dos preços das matérias-primas, entre as maiores baixas ficaram as siderúrgicas CSN (-4%, a R$ 26,67) e Usiminas (-1,98%, a R$ 15,37), a mineradora Vale (-1,9%, a R$ 89,93), e as petroleiras 3R Petroleum (-3,3%, a R$ 37,57), e PetroRio (-2,3%, a R$ 25,88).

Os contratos futuros do petróleo tiveram queda acentuada de cerca de 3%, devolvendo parte dos ganhos recentes, que levou os preços da commodity ao nível mais elevado desde setembro de 2014. Ainda assim, o barril segue cotado acima de US$ 90, com os investidores atentos aos sinais de esfriamento da tensão sobre a Ucrânia.

No noticiário corporativo local, investidores digerem balanços importantes. O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,93 bilhões no quarto trimestre, avanço de 60,5% na base anual. O resultado ficou acima da projeção dos analistas ouvidos pelo Valor, de R$ 5 bilhões. No ano, o lucro ajustado somou R$ 21,02 bilhões, alta de 51,4%. Para 2022, a previsão do BB é de lucro ajustado de R$ 23 bilhões a R$ 26 bilhões.

A Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco e empresas como Dexco e Alpargatas, por sua vez, registrou lucro líquido de R$ 4,11 bilhões no quarto trimestre, alta de 12% na base anual. O lucro líquido recorrente somou R$ 4,18 milhões que, avanço de 53%. A companhia ainda anunciou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 0,1547 brutos por ação, em 11 de março, aos acionistas posicionados em 23 de novembro de 2021 e de R$ 0,1333 brutos aos acionistas posicionados no fim do pregão de ontem.

Já a Engie Brasil fechou o quarto trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 78 milhões, queda de 92,4% ante igual período de 2020. A receita líquida somou R$ 2,77 bilhões, recuo de 26,5%. O conselho aprovou a aquisição dos conjuntos fotovoltaicos Paracatu e Floresta, de propriedade da Engie Solar, Solairedirect e Drankensberg Capital, por R$ 625 milhões. Além do pagamento de R$ 698,7 milhões em proventos, em 17 de março.

Após o fechamento, saem os balanços de Carrefour Brasil, PetroRio, Banrisul, Engie (controladora da Engie Brasil), Nexa Resources e Ternium. A Caixa Seguridade também divulga resultados.

(Com informações do Valor PRO, o serviço de notícias em tempo real do Valor)

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