Marfrig (MRFG3) e as chuvas no RS: o que esperar das ações da companhia?

Confira a análise dos especialistas, e mais: se é ou não o momento de investir em ações da companhia

As chuvas intensas no Rio Grande do Sul que culminaram em diversas enchentes no Estado gaúcho afetaram grande parte da população. Além disso, várias empresas também sofreram com os eventos climáticos. No caso da Marfrig (MRFG3), que possui quatro unidades operacionais e um centro de distribuição, as operações na região seguiram dentro da normalidade.

Quem afirma é Rui Mendonça, CEO da operação América do Sul da Marfrig (MRFG3). De acordo com o executivo, as unidades não foram afetadas porque estão localizadas em regiões que não foram inundadas. Sem esquecer que o Porto de Rio Grande, por onde os produtos da empresa são exportados, também continuou com suas operações sem interrupções.

Impactos financeiros das chuvas no RS para a Marfrig (MRFG3)

Por conta disso, a receita da empresa parece não ter sofrido com as enchentes no Estado gaúcho. Inclusive, a companhia encontra-se na fase final de um acordo que pretende vender 16 plantas de abate para a Minerva (BEEF3).

“Essa movimentação, que faz parte da estratégia da empresa para reduzir seu endividamento e focar em produtos de maior valor agregado, deve gerar um aumento de R$ 6 bilhões no caixa da Marfrig (MRFG3)”, comenta Régis Chinchila, head de research da Terra Investimentos.

O que esperar das ações MRFG3?

Ainda de acordo com o especialista, por mais que a empresa não tenha tido impactos com as chuvas gaúchas, é importante ficar de olho nas ações da Marfrig (MRFG3).

Desse modo, no curto prazo, Régis Chinchila acredita que as ações MRFG3 podem continuar estáveis. “Isso por conta das operações no Rio Grande do Sul estarem normais. Sem esquecer que a venda das plantas para a Minerva (BEEF3) está próxima de concluir, o que provavelmente irá contribuir com a liquidez da empresa”, afirma.

Já no médio prazo, pode ocorrer um fortalecimento da performance das ações. A justificativa está na diversidade geográfica e de produtos da Marfrig (MRFG3), além da esperada recuperação do mercado de proteína animal entre esse ano e 2025.

“No longo prazo, acredito que quando a Marfrig (MRFG3) se tornar controladora da BR Foods e quando o setor nos EUA se recuperar, esses dois elementos devem trazer um crescimento mais sustentável [para a empresa]. E isso, claro, pode refletir de forma positiva no valor das ações”, argumenta o head de research.

É hora de investir na Marfrig (MRFG3)?

Então, diante desse cenário, Régis Chinchila acredita que este seja, sim, um bom momento para investir na empresa.

“A recomendação de compra da Terra Investimentos é positiva, com um preço-alvo de R$ 14″, diz Chinchila. Na tarde desta quarta-feira (10), o preço da ação estava em R$ 11,96.

“A justificativa para a valorização está no fato de a empresa estar tentando reduzir o seu endividamento, além da expansão do portfólio. Por outro lado, é importante levar em consideração os riscos do endividamento e a situação do mercado global de proteína animal”, finaliza o especialista.

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