Bitcoin (BTC) caminha para fechar trimestre com ganho de quase 70%

A principal das criptomoedas deve encerrar março com valorização de 20%

O bitcoin (BTC) inicia a última semana do primeiro trimestre de 2023 com leve alta e no caminho para encerrar março com ganho acumulado de 20% no mês e perto de 70% no ano, ofuscando a performance da maioria dos demais ativos de risco. No período, o S&P 500 da bolsa de Nova York sobe 3,4% e o Nasdaq, 13%.

A continuidade do rali do bitcoin e demais criptomoedas, no entanto, é incerto, segundo analistas. Isso porque perduram incertezas no campo macroeconômico e segue desconhecido o impacto de iniciativas de aperto regulatório no setor de ativos digitais, o que dificulta a entrada de investidores de maior porte no segmento. O rali recente foi resultado da aposta, em sua maioria, de investidores pessoa física de diferentes portes.

Para André Franco, chefe do Research do MB, o bitcoin vem seguindo nos últimos dias uma trajetória de “zig zag” antes de tomar fôlego para um movimento mais contundente.

“O bitcoin inicia a segunda-feira da mesma forma que operou no final de semana, tomando fôlego. A partir do momento que tomou US$ 28 mil, tivemos um movimento de zig zag em torno desse preço. E hoje não é diferente. Esperamos um movimento mais contundente em algum momento porque esse teor do bitcoin com baixa volatilidade não é comum”, disse.

Na visão dos analistas da Bybit, o bitcoin enfrenta uma grande resistência em sua trajetória rumo a US$ 30 mil. A expectativa deles é que a maior das criptomoedas varie nos próximos dias entre a mínima de US$ 24 mil e a máxima de US$ 29 mil.

“Por diversas vezes na semana passada os comprados tentaram romper os US$ 29 mil, mas não tiveram sucesso e o BTC acabou fechando a semana com queda de 1,3% apesar de ter conseguindo manter seu valor entre US$ 27 mil e US$ 28 mil”, disseram.

A Bybit lembra que a SEC (CVM dos EUA) sinalizou que todos os produtos de staking, que conferem rendimento aos investidores, podem ser considerados valores mobiliários, o que coloca o Ethereum sob mira do regulador.

“Investidores e empresários começam a temer um ambiente hostil nos EUA para as criptomoedas, o que certamente irá impactar todo o mercado tendo em vista que os americanos são os maiores investidores de criptoativos”, escreveram.

Perto das 9h (horário de Brasília), o bitcoin era negociado a US$ 27.907,32, com alta de 0,6% nas últimas 24 horas, segundo o CoinGecko. Já o ether valia US$ 1.766,51, com baixa de 0,5%. Em reais, o bitcoin era cotado a R$ 147.978,75 (-0,01%), enquanto o ether estava em R$ 9.370 (-0,32%), de acordo com o MB.

Nesta semana, os investidores seguem monitorando a situação do Deutsche Bank e demais bancos regionais dos EUA, além do índice de preços com gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que podem mexer com as cotações.

Para Antonio Bertuccio, chefe de stratégia da iVi Technologies, gestora de investimentos quantitativos, o mercado ficará de olho ao nível de correlação do bitcoin com os mercados tradicionais.

“O Fed ventilou a hipótese de termos uma paralisação no aumento da taxa de juros, o que seria importante para os mercados de risco. Mesmo com essa sinalização positiva, o mercado está avesso à riscos e é necessário entender se o bitcoin continuará mantendo essa descorrelação no curto prazo”, disse.

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