Haddad: cashback previsto na reforma tributária tem efeito distributivo importante

Ministro da Fazenda destacou que a decisão política sobre a reforma é do Congresso Nacional, mas avaliou que 'o Congresso não vai poder dizer que não prestamos informações'

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que o cashback tem um efeito distributivo importante e que aumentar o cashback para quem não pode pagar carne é uma alternativa.

Haddad avaliou que o impasse mais relevante é com relação à proteína animal e que, segundo a Receita Federal, o impacto seria de 0,53 ponto percentual e, de acordo com o Banco Mundial, de 0,57.

O texto da Reforma Tributária não inclui a proteína animal com alíquota zero, fato que tem gerado polêmica entre os parlamentares da bancada ruralista. “Há pontos a serem discutidos, os líderes devem dar devolutiva amanhã cedo”, apontou o ministro.

Além disso, o ministro destacou que a decisão política sobre a reforma é do Congresso Nacional, mas avaliou que “o Congresso não vai poder dizer que não prestamos informações”, disse. De acordo com ele, a equipe envolvida no texto está em um bom caminho “de muita transparência e liderança”.

Haddad falou com jornalistas na tarde desta terça-feira (9), após se reunir com os líderes da Câmara dos Deputados e disse que a intenção é votar o projeto ainda essa semana, mas é necessário compor maioria.

“Queremos votação expressiva, como na Emenda Constitucional”, afirmou. Além disso, ele destacou que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL) está liderando um processo complexo com a reforma tributária.

O ministro disse, ainda, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu declaração firme na semana passada que receitas e despesas têm que se encontrar. “Isso pavimenta inflação baixa, crescimento, geração de empregos”, avaliou.

Haddad também sinalizou que ainda não leu o texto enviado pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD/MG) sobre a renegociação da dívida dos Estados, de acordo com ele, o objetivo é que haja impacto primário nas contas do governo federal.

Com informações do Valor Econômico

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