Defesa diz que ex-CEO da Americanas ‘jamais participou de fraude’

Miguel Gutierrez é alvo de mandado de prisão preventiva no âmbito da investigação de suposto envolvimento de ex-diretores da Americanas em fraude contábil da companhia de aproximadamente R$ 25 bi

A defesa de Miguel Gutierrez, ex-diretor presidente da Americanas, informou que “não teve acesso aos autos das medidas cautelares deferidas nesta quinta-feira (27) e por isso não tem o que comentar” sobre o caso, mas afirmou que o executivo “jamais participou de fraude”.

Gutierrez é alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, no âmbito da Operação Disclosure, deflagrada hoje pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, para investigar o suposto envolvimento de ex-diretores da Americanas em fraude contábil da companhia de aproximadamente R$ 25 bilhões.

“Miguel reitera que jamais participou ou teve conhecimento de qualquer fraude e que vem colaborando com as autoridades, prestando os esclarecimentos devidos nos foros próprios”, disse a defesa em nota. Gutierrez presidiu a varejista por 20 anos antes que Sergio Rial assumisse e tornasse público o rombo contábil da companhia, em janeiro de 2023.

Nesta manhã, dois mandados de prisão preventiva — um contra Gutierrez e outro contra Anna Saicali, ex-diretora da varejista —, além de 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas dos ex-executivos da Americanas no Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, Gutierrez e Saicali estão no exterior e são considerados foragidos. Sem citar nomes, a PF disse que os dois terão os nomes incluídos na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O ex-executivo está em Madri, onde está radicado desde meados de 2023, de acordo com o colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”.

Procurada pelo Valor, a defesa de Saicali ainda não se pronunciou.

Com informações do Valor Econômico

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