Mercado chancela indicações de Prates para a diretoria executiva da Petrobras

Os nomes agradaram o mercado por serem profissionais ‘de carreira’, ‘de longa data da empresa’ e  por 'terem experiência na companhia'

O presidente da Petrobras Jean Paul Prates indicou cinco nomes para compor a nova diretoria executiva da companhia. Os nomes agradaram o mercado por serem profissionais ‘de carreira’, ‘de longa data da empresa’ e  por ‘terem experiência na companhia’.

“Vale ressaltar que quatro dos cinco nomes indicados são funcionários de longa data de carreira da Petrobras e ocuparam cargos executivos de alto nível na empresa, principalmente focados em operações e implementação de projetos”, dizem os analistas liderados por Monique Greco, do Itaú BBA.

Os analistas do Itaú BBA ressaltaram que “entre os cargos executivos, destacamos as seleções de comercialização e logística e o diretor financeiro [ainda não indicado] como as mais cruciais para temas relevantes como política de preços e alocação de capital.”

Os nomes indicados por Prates ainda serão submetidos aos procedimentos internos de governança corporativa, encaminhados ao comitê de pessoas para análise e, em seguida, ao conselho de administração para deliberação.

BTG

Os analistas Pedro Soares e Thiago Duarte do BTG Pactual escreveram em relatório enviado ao mercado que a companhia pode criar uma nova diretoria específica para transição energética. “Mas que isso deve demorar porque depende de mudanças no estatuto social da Petrobras.”

“Ainda mantemos cautela, uma vez que a visibilidade na alocação de capital permanece baixa no curto prazo”, comentam.

O BTG pondera que “se a nova diretoria focar em crescimento da empresa, os dividendos, principal ponto da tese da empresa.”

Goldman Sachs

Os analistas Bruno Amorim, João Frizo e Guilherme Costa Martins do Goldman Sachs escrevem, no entanto, que os riscos permanecem, uma vez que são os novos membros do conselho de administração, ainda não nomeados, os responsáveis pela estratégia da empresa.

Até isso acontecer, o banco mantém visão cautelosa sobre a empresa, mesmo com múltiplos atrativos, uma vez que incertezas sobre política de dividendos e de alocação de capital são parte importante da tese de investimento da Petrobras.

E as ações da Petrobras, como ficam?

O Itaú tem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 38 para as ações preferenciais (PN) da Petrobras, o que representa uma valorização potencial de 52% sobre a cotação atual.

O BTG Pactual tem recomendação neutra para Petrobras, com preço-alvo em R$ 42 para as ações preferenciais. Há pouco, as ações subiam 2,77%, cotadas em R$ 25,20.

O Goldman Sachs tem recomendação neutra para Petrobras, com preço-alvo em US$ 10,90 para os recibos de ação (ADRs) negociados na Bolsa de Nova York (Nyse), em linha com o fechamento de ontem.