Haddad diz que papel da Fazenda é viabilizar que outros ministérios cumpram seus papéis

Na mesma cerimônia, o presidente Lula celebrou que o governo aprovou a reforma tributária mesmo com minoria no Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o papel de sua pasta é viabilizar o cumprimento dos objetivos de outros ministérios. Ele participou de evento em Itaquera, na zona leste de São Paulo, em área que vai abrigar o empreendimento Copa do Povo, obra do Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Também estavam presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do pré-candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, deputado federal Guilherme Boulos.

Em seu breve discurso, Haddad disse que o governo trabalha para melhorar os indicadores de emprego e inflação, aumentar o número de jovens em universidades, crianças na escola, médicos em postos de saúde, e acrescentou: “esse é o papel do Ministério da Fazenda, viabilizar que outros ministérios consigam cumprir seus objetivos”.

Haddad também acenou a Boulos ao dizer que, quando foi prefeito de São Paulo, o atual deputado foi um dos que sempre chamaram atenção à necessidade de moradias populares na periferia da cidade.

O ministro da Fazenda também aproveitou o discurso para ressaltar o pragmatismo do governo em decisões recentes.

“Hoje saiu na imprensa que o Brasil votou a favor da Argentina para conseguir empréstimo e superar crise, e todo mundo sabe que o atual presidente da Argentina ofendeu o presidente Lula durante a campanha. Mas nem por isso o Brasil governado pelo presidente Lula deixou de apoiar o povo da Argentina”, disse Haddad.

Ele também mencionou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, esteve em Brasília e agradeceu Lula por um empréstimo de R$ 10 bilhões que financiará linhas de trem e metrô no Estado.

Reforma tributária

A aprovação da reforma tributária em um ambiente democrático e por um governo com minoria no Congresso é um “fato histórico”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mesmo evento em São Paulo.

“Conseguimos aprovar pela primeira vez na história da República brasileira uma política de reforma tributária numa votação democrática, num Congresso em que a gente tem minoria”, disse Lula, acrescentando que isso foi possível graças à capacidade de membros do governo, como os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

“O que aconteceu foi um fato histórico, Haddad merece uma salva de palmas especial por ter coordenado isso”, acrescentou. O presidente não mencionou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), nem os relatores da reforma tributária em seus comentários sobre a aprovação do texto.

Durante o pronunciamento, porém, Lula fez questão de anunciar que os governos do Estado e do município de São Paulo também contribuíram financeiramente – cada um com R$ 53 milhões – com os esforços para a construção de moradias populares que estavam sendo anunciados pelo governo federal hoje, e alfinetou o governador paulista, Tarcísio de Freitas.

“Normalmente, quando ele faz uma coisa que o governo federal participa, não cita o governo federal. Nós não escondemos”, disse Lula. “Acho que foram convidados, não vieram. Se viessem seriam tratados com o maior respeito”, afirmou o presidente, referindo-se a representantes do governo estadual e da prefeitura de São Paulo.

Lula também acenou ao deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (Psol-SP), ao dizer que deve voltar à capital paulista em breve para anunciar o começo da construção do campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Itaquera.

Além disso, firmou compromisso de levar institutos federais aos bairros Jardim Ângela e Cidade Tiradentes.

Com informações do Estadão Conteúdo