Governo de SP faz último ajuste e aprova modelo de oferta de privatização da Sabesp (SBSP3)

A privatização da Sabesp será feita por meio de uma oferta subsequente de ações ('follow-on', no termo em inglês), com um modelo inovador no mercado

O governo paulista aprovou, nesta quinta (20), o modelo de oferta de privatização da Sabesp (SBSP3), em reunião do Conselho do Programa de Parcerias em Investimentos (CDPED).

Um último ajuste foi feito à modelagem: na disputa pelo posto de sócio de referência (que terá 15% das ações), o investidor que tiver maior demanda no “bookbuilding” (coleta de intenção de investimentos) terá direito a igualar seu preço ao do seu concorrente, caso tenha um preço ponderado inferior ao fim do processo e, com isso, vencer a disputa.

Trata-se de um mecanismo conhecido como “right to match”, que neste caso basicamente favorecerá o investidor que atrair maior demanda do mercado em seu “bookbuilding”.

“Isto permitirá maximizar ainda mais o retorno financeiro do Estado de São Paulo e garantir a escolha do melhor investidor”, disse o governo em comunicado publicado após a reunião.

No encontro, também foram definidos o preço mínimo da ação na oferta e o volume mínimo que os candidatos a sócio de referência terão que atingir no “bookbuilding”. Os valores, porém, não serão divulgados antes da liquidação da oferta, “para garantir mais segurança à operação e mitigar riscos na formação do bookbuilding”, informou o governo paulista.

A privatização da Sabesp será feita por meio de uma oferta subsequente de ações (“follow-on”, no termo em inglês), com um modelo inovador no mercado.

Uma novidade em relação a outras desestatizações feitas na B3 é que o governo paulista busca selecionar um acionista de referência, que terá 15% do capital e um terço do conselho de administração da empresa, além de poder de indicar o presidente do conselho.

O objetivo foi evitar uma pulverização completa do capital, como na Eletrobras.

O modelo da oferta também é pouco usual. A seleção desse sócio será feita em duas fases. Na primeira, serão escolhidos os dois acionistas de referência que oferecerem o maior preço. Na segunda etapa, serão formados dois “bookbuildings”, junto aos demais interessados em investir na empresa como minoritários.

Vencerá o sócio de referência que formar o “bookbuilding” mais vantajoso, em um critério que combina o maior preço ponderado e o maior volume de demanda.

Quando o modelo foi anunciado, há algumas semanas, foi alvo de críticas por atores do mercado, que viram um risco de um sócio de referência que oferecer o menor preço sair vencedor, por ter maior demanda no “bookbuilding”. Depois disso, o Estado buscou incluir cláusulas na modelagem para evitar questionamentos nesse sentido.

Com informações do Valor Econômico

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