Bitcoin crava nova máxima e mira US$ 27 mil com melhora nos ativos de risco

A valorização ocorre depois do socorro aos bancos nos EUA e na Europa, que trouxe alívio para os ativos de risco como um todo

No último dia útil da semana, o bitcoin (BTC) atingiu a nova máxima no ano, de US$ 26.891, e pode romper ainda hoje o patamar de US$ 27 mil, inédito desde o início de junho do ano passado. Nos últimos sete dias, a criptomoeda já acumula ganho de quase 32%.

A valorização ocorre depois do socorro aos bancos nos EUA e na Europa, que trouxe alívio para os ativos de risco como um todo, e a perspectiva de um aperto menor de juros para conter a inflação.

Maior das criptomoedas, o bitcoin enfrentava até ontem dificuldade para consolidar o patamar de US$ 25 mil, visto pelos analistas como nível de venda programadas e barreira difícil de ser rompida diante das incertezas macroeconômicas atuais e do aperto regulatório no setor de ativos digitais. Com a valorização desta sexta, essa dificuldade pode ter ficado para traz, segundo analistas.

Para André Franco, chefe do Research do MB, essa resistência parece rompida. “Isso marca o rompimento da sua resistência anterior na casa dos US$ 25 mil”, disse ele, ressaltando que os dados on-chain mostram um acúmulo de 3 mil bitcoins na posição dos investidores de longo prazo (LTH), equalizando o movimento de redução anterior.

O ether (ETH) seguiu o bitcoin e chegou próximo de US$ 1.800, poucos dias antes da nova atualização da blockchain permitir a liberação de tokens apartados para serviços de staking. Nos últimos sete dias, a alta já chega a 22%. Com a valorização desta sexta, as criptomoedas somam US$ 1,19 trilhão em valor de mercado.

Perto das 8h30 (horário de Brasília), o bitcoin era negociado a US$ 26.812, com alta de 6,9% nas últimas 24 horas, segundo o CoinGecko. Já o ether valia US$ 1.749,25, com valorização de 5%. Em reais, o bitcoin era cotado a R$ 139.963,43 (alta de 6,15%), enquanto o ether estava em R$ 9.154,99 (+4,02%), de acordo com o MB.

Fernando Pereira, analista da Bitget, acredita que as criptomoedas estejam adiantando a perspectiva de alívio monetário que virá com a reunião do Federal Reserve na próxima semana. Para ele, o Fed deve reduzir a dose de alta nos juros e sinalizar um aperto menor no atual ciclo de ajuste, o que pode levar o bitcoin à casa de US$ 28 mil.

“Na próxima semana teremos novamente um provável aumento nas taxas de juros pelo Fed, e o mercado já começou a precificar uma possível alta na casa dos 0,25 ponto, o que animou bastante os investidores que temiam um novo aumento de 0,50 ponto. Caso esse aumento de 0,25% seja confirmado, podemos ver a Nasdaq engatar uma alta de aproximadamente 9% nos próximos sete dias, o que provavelmente levaria o bitcoin à região de US$ 28 mil devido a forte correlação entre esses dois ativos”, disse.

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