Aportes estrangeiros na B3 alcançam R$ 100 bilhões em 2022

Analistas apontam que mercado brasileiro superou pares, mas terminou 2022 com desempenho fraco

O volume de aporte de estrangeiros no segmento secundário da B3 (ações já listadas) superou a marca de R$ 100 bilhões em 2022. No dia 29 de dezembro, último pregão da bolsa brasileira no ano passado, o saldo da categoria terminou positivo em R$ 100,82 bilhões. No acumulado de dezembro, os aportes totalizaram R$ 13,77 bilhões. No dia 29 de dezembro, a categoria aportou R$ 124,9 milhões.

Em relatório enviado na manhã de hoje, o analistas do Bank of America, David Beker e Paula Andrea Soto, notam que o mercado brasileiro se sobressaiu em relação a pares emergentes, mas terminou o ano com desempenho enfraquecido. No acumulado de 2022, o Ibovespa subiu 4,7%, enquanto o real teve valorização de cerca de 5%.

Já o investidor institucional terminou o ano com saldo negativo de R$ 142,51 bilhões na B3. Em dezembro, os saques totalizaram R$ 20,53 bilhões. No dia 29 do mês passado, a categoria retirou R$ 576,6 milhões.

Entre os investidores individuais, o saldo do ano foi negativo em R$ 1,89 bilhão. Em dezembro, houve aporte líquido de R$ 304,6 milhões, e, no dia 29 de dezembro, eles aportaram R$ 102,1 milhões. As informações foram divulgadas pela B3.

FIs multimercado tiveram fuga de mais de R$ 100 bi

Fundos de equity, cuja carteira é composta em sua maioria por ações, tiveram fuga de R$ 76 bilhões em 2022, ante saldo negativo de R$ 20 bilhões em 2021, aponta o BofA.

Já fundos multimercado brasileiros (hedge funds) observaram fluxo negativo de R$ 108 bi neste ano. No entanto, a saída de investimentos foi mais amena a partir de setembro, diz o banco.

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