Mercado hoje: Ibovespa fecha em alta com apoio de bancos; dólar cai abaixo de R$ 5,15

Investidores repercutiram os dados do IPCA-15 e sinalizações do governo Lula

O Ibovespa fechou em alta de 1,15%, aos 113,0 mil pontos, impulsionado pelas ações do setor bancário, que experimentaram um alívio após vários pregões de perdas na esteira da crise da Americanas. Os ganhos do índice não foram maiores porque as empresas ligadas às commodites fecharam em queda.

O feriado de Ano Novo na China, que se estenderá por toda a semana, diminuiu a liquidez dos mercados, deixando os ativos um pouco mais voláteis. Amanhã o volume ne negociações será ainda menor com o feriado na cidade de São Paulo.

Na mesma tendência, o dólar comercial fechou em queda de 1,05%, negociado a R$ 5,14, enquanto o petróleo Brent – usado pela Petrobras como referência – caiu 2,34%, a US$ 86,13 o barril. As ações da Petrobras PETR4 e PETR3 caíram 0,52% e 0,92%, respectivamente.

As taxas dos contratos de juros futuros também fecharam em queda, com a cauda longa perdendo até 20 pontos base. O contrato com vencimento em janeiro de 2027 fechou negociado a 12,73%, enquanto para janeiro de 2024 encerrou o dia em 13,49%.

Entre outros destaques do dia, o IPCA-15 veio em 0,55%, acima das expectativas de 0,52%. Na área empresarial, as ações da Magazine Luiza (MGLU3) avançaram 9,41%, a R$ 4,42, dando continuidade aos ganhos acumulados após a crise na Americanas.

No lado negativo, Usiminas (USIM5), caiu 3,24%, seguida pela Minerva (BEEF3) e 3R Petroleum (RRRP3), que perderam, respectivamente, 2,94% e 2,79%, puxados pelas quedas nas commodities.

Entre as ações de bancos, o Banco do Brasil (BBAS3) foi o único em queda (-0,68%) . Itaú PN (+0,67%), Bradesco PN (+1%) e Santander units (+2,40%) trabalharam com ganhos firmes.

Mercado amanhã

Nesta quarta-feira a cidade de São Paulo irá comemorar seu aniversário de 469 anos, mas a B3 funcionará normalmente, provavelmente com um volume abaixo do normal devido ao feriado na cidade e na China.

No Reino Unido sairão dados de inflação ao produtor (IPP). Nos Estados Unidos, Índice de Hipotecas, índice de compras MBA, estoques de petróleo e derivados, além da produção.

Por aqui, a FGV vai divulgar o índice de confiança do consumidor.