PwC, auditoria da Americanas, é alvo de ação de investidores no caso IRB

Para investidores, a PwC descumpriu normas no caso IRB, quando a resseguradora esteve no centro de uma crise de fraudes contábeis

Investidores entraram na Justiça contra a PwC por “falhas no serviço” na auditoria da resseguradora IRB Brasil (IRBR3). A ação foi aberta por 193 investidores reunidos pelo Instituto Ibero-americano Empresa, que alegam que a auditoria, além da própria companhia, os induziram em erro sobre o negócio. Eles estimam prejuízo de R$ 95 milhões com o caso.

Em 2020, o IRB esteve no centro de uma crise causada por fraudes contábeis. Em junho daquele ano, a companhia reapresentou as demonstrações financeiras de 2019 após análise de uma nova diretoria que apresentou índices de registros incorretos.

Para os investidores, a PwC descumpriu normas contábeis e próprias da função de auditor no caso. “No auge da crise, a PwC chegou a emitir Cartas de Conforto a investidores nacionais e estrangeiros assegurando o acerto das contas. Igualmente, deixou de fazer qualquer reserva aos balanços de vários anos, incluso o do último semestre de 2019”, diz o Instituto Empresa em nota. O grupo de investidores é formado por pessoas físicas e jurídicas.

A PwC também é responsável pela auditoria dos balanços da Americanas (AMER3), que neste mês revelou “inconsistências contábeis” que devem ter impacto de R$ 20 bilhões no resultado da varejista.

A entidade diz que os mesmos fundamentos do processo contra o IRB serão empregados em um futuro processo relacionado à Americanas “porque se trata, em última instância, da mesma omissão de deveres objetivos dos auditores”.

Além da ação contra a PwC, a entidade também é parte de um processo aberto na Câmara de Arbitragem da B3 contra o IRB por cometimento de fraudes.

Procurada, a PwC diz que não comenta casos envolvendo clientes.