Gestores continuam cautelosos com bolsa e pedem paciência

Ainda é hora de carregar uma carteira com menos riscos, afirmaram executivos da SPX, Constellation e Absolute

Em um cenário de investimentos cheio de incertezas, alguns dos maiores gestores de fundos do país afirmaram que ainda é hora de carregar uma carteira com menos riscos em um evento com investidores do Bradesco BBI, banco de investimentos do Bradesco, nesta terça-feira (4)

“A melhor proteção é ter menos risco do que eu gostaria de ter nos meus fundos”, afirmou Leonardo Linhares, diretor da gestora de recursos SPX Investimentos. Ele disse que é momento de ser paciente e que os resultados das companhias ainda devem decepcionar, de uma forma geral. Entre as suas ações favoritas, estão as de shopping centers e de empresas com receitas em dólar, especialmente agrícolas e de álcool.

Contudo, Linhares afirmou que a bolsa se comporta muito bem em momentos de queda de juros e tende a antecipar esse movimento. Por isso, aconselhou que os investidores fiquem atentos.

Florian Bartunek, fundador e chefe de investimentos da gestora de recursos Constellation, afirmou que a bolsa brasileira até pode começar a subir sem motivo, mas que é hora de se proteger diversificando a carteira e conhecendo bem os seus riscos.

Ele acrescentou que as crises beneficiam as companhias líderes em seus setores, como Arezzo, Localiza, Renner, Bradesco, Itaú e Ambev. “Tenho muito mais convicção nessas empresas do que em onde a bolsa e o Brasil estarão daqui dez anos”, disse.

Fabiano Rios, fundador e chefe de investimentos da gestora de recursos Absolute Investimentos, afirmou que o mais importante agora é evitar posições ruins e fazer menos apostas do que o normal. “É hora de ter paciência na bolsa. Haverá uma grande oportunidade e ela está chegando. A questão é conseguir atravessar este momento”, disse. A casa está apostando na alta das bolsas no exterior e na queda das taxas de juros lá fora.

Os gestores ainda demonstraram preocupação com a possibilidade de uma crise de crédito. “É difícil achar que o pior ainda não está por vir no mercado de crédito. Não sei dizer a intensidade e em quanto tempo, mas o crédito ainda vai piorar”, afirmou Linhares, da SPX.

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