Bolsas da Europa fecham em queda com reuniões dos BCs e relatório do BCE

A semana tem agenda movimentada, com a reunião de política monetária dos principais BCs do mundo; veja as datas

Os principais índices acionários da Europa recuaram nesta segunda-feira (12), avaliando as perspectivas econômicas globais antes das decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, e Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE), na quinta-feira.

Após ajustes, o índice Stoxx Europe 600 fechou em queda de 0,49%, a 436,98 pontos.

O FTSE 100, índice de referência da bolsa de Londres, desceu 0,41%, a 7445,97 pontos, o DAX, de Frankfurt, recuou 0,45%, a 14.306,63 pontos, e o CAC 40, de Paris, registrou retração de 0,41%, a 6.6650,55 pontos.

Entre os setores do Stoxx Europe 600, a principal alta ficou com o setor de turismo e lazer, que teve valorização de 1,09%. O segmento de produtos do consumo e serviços registrou retração de 0,25%.

Euro e libra

As 14h20, o euro registrava alta de 0,19%, a US$ 1,05400, enquanto a libra avançava 0,40%, a US$ 1,22834.

Já o índice DXY, que mede o peso do dólar ante seis moedas de mercados desenvolvidos, operava em alta de 0,15%, a 104,974 pontos.

Relatório do BCE

Os investidores olharam com atenção para um relatório divulgado pelo BCE que diz que a autoridade monetária vai rever suas prioridades estratégicas para os próximos três anos diante de um aumento da probabilidade de riscos para o setor bancário da zona do euro provocados pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

Com isso, os riscos de inadimplência podem crescer, principalmente para setores expostos aos preços de energia, hipotecas residenciais, varejo e escritórios comerciais. “A potencial materialização do risco de crédito implica que a gestão do risco de crédito dos bancos continuará a ser fundamentais para salvaguardar a resiliência do setor”, diz o relatório.

Desafio semelhante

Os investidores esperam pelas reuniões de política monetária dos bancos centrais. Na leitura da a Pictet Wealth Management, os principais bancos centrais reunidos nesta semana enfrentam diferentes condições macroeconômicas, mas um desafio semelhante.

“Eles precisarão equilibrar a necessidade de uma abordagem mais gradual, após um dos ciclos de aperto monetário mais rápidos da história, com riscos persistentes de inflação, incluindo preocupações com o crescimento salarial”, dizem os analistas do Pictet Wealth Management.

PIB do Reino Unido

Os mercados também acompanharam a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, que cresceu 0,5% em outubro na comparação mensal, após uma contração de 0,6% em setembro, de acordo com dados do Escritório de Estatísticas Nacionais divulgados na segunda-feira.

A leitura supera a expansão de 0,4% esperada de economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”. No entanto, o PIB caiu 0,3% nos três meses até outubro, mais do que a contração de 0,2% no trimestre até setembro.