Vai casar? Veja cinco dicas para organizar as finanças e dizer “sim” com tranquilidade

Só um bom planejamento pode evitar sustos e gastos extraordinários

Vai casar? Veja cinco dicas para organizar as finanças e dizer “sim” com tranquilidade
– Ilustração: Marcelo Andreguetti

Pontos-chave

  • Para correr menos riscos, prefira dar uma entrada e pagar o restante dos serviços depois da festa
  • Durante o planejamento podem surgir novas ideias, mas resista às tentações

Com planos para casar em setembro de 2021, o jornalista Rômulo Moreira, de 32 anos, teve que recalcular a rota. Seu noivo, Anderson, é decorador e produtor de eventos. Durante meses eles passaram a acompanhar os preços de tudo o que envolve uma cerimônia. Foi aí que tomaram um susto. “Uma flor que custava R$ 2 passou a R$ 7. A festa que imaginávamos, com o buffet que nós gostamos, não coube no nosso orçamento. Fizemos o contrato de união estável e deixamos o casamento para 2022, mas com muitas adaptações”, conta. 

O jornalista faz parte de um grande número de pessoas que tiveram o casamento adiado — muito por conta das restrições causadas pela pandemia, mas também por mudanças no orçamento. Segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, os casamentos no Brasil devem render até R$ 40 bilhões para economia em 2022.  

Do lado dos noivos, surge a preocupação em lidar com as finanças do casamento de maneira saudável. “Se organizar financeiramente é importante até para literalmente garantir o casamento. Casais que tomam decisões na emoção e não cuidam do orçamento acabam tendo contas enormes para pagar depois da festa, o que pode influenciar na harmonia e no relacionamento”, ressalta Eliane Deliberali, planejadora financeira CFP pela Planejar.  

Um casamento bem planejado evita sustos e descontroles no orçamento. Pensando nisso, separamos cinco dicas para te ajudar a dizer sim com mais tranquilidade: 

1. Conheça os limites do seu bolso 

Do bolo ao buffet completo, banda e mil atrações: existe casamento para todos os bolsos. O primeiro passo é entender suas finanças e conhecer seus limites, deixando a emoção de lado. Isso inclui também fazer adaptações do plano original. No caso de Rômulo, um casamento que seria em uma pousada fechada, com tudo bancado pelos noivos, deu lugar a uma festa ao ar livre com hospedagem paga pelos convidados. 

2. Levante o valor total 

Pesquise os preços de tudo que envolve a comemoração: espaço, buffet, música, aliança, comida, bebida e outros serviços. Vá nos detalhes. “Você precisa fazer um orçamento minucioso com o valor de cada coisa, considerando também uma porcentagem a mais que será reservada para gastos que acabam surgindo no caminho. Isso evita surpresas e você consegue se organizar para pagar tudo”, explica Eliane. Vale também comparar os valores entre fornecedores e empresas diferentes. Dá um trabalhão, mas seu bolso agradece.  

3. Planeje o pagamento 

O ideal, depois de levantar o valor total, é se programar para começar a pagar o quanto antes. Ao se planejar com antecedência e organizar as contas, você dilui o montante sem comprometer todo seu orçamento. “Começamos a pagar nossa lua de mel em junho de 2021 e terminaremos em janeiro de 2022. Além disso, tiramos todo mês 30% da nossa renda para o casamento. Separamos 20% para diversão e 50% para despesas fixas”, conta Rômulo.

4. Negocie

Uma festa de casamento envolve muitos fornecedores. Dê atenção a cada um deles e tente negociar os valores. Cada economia, por menor que pareça, faz a diferença no final. Pagar à vista pode te render alguns descontos, mas tome cuidado: por conta da pandemia, muitas empresas acabaram quebrando e fechando as portas. Para correr menos riscos, prefira dar uma entrada e pagar o restante depois da festa. 

5. Evite sair do orçamento 

Sabemos que durante o caminho podem surgir novas ideias, mas tente resistir às tentações. “Se restringir ao que for orçado é fundamental para não comprometer sua saúde financeira. Se estipulou um certo valor, procure mantê-lo. Para isso, você pode precisar fazer algumas adaptações: pegar um enfeite mais barato ou móveis mais simples, por exemplo. O importante é não deixar a emoção tomar conta “, ressalta Eliane. 


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