Vale a pena entrar em programas de fidelidade?

Os clubes mais famosos e mais usados são os de milhas de passagem aérea. Mas, antes de tomar qualquer atitude, saiba o que considerar para não perder dinheiro

Milhas
– Ilustração: Marcelo Andreguetti/IF

Pontos-chave

  • Programas de fidelidade podem ser fontes de descontos
  • Tome cuidado com o vencimento dos pontos

Diante de um cenário desafiador na economia, qualquer desconto na compra de uma passagem aérea ou corrida no aplicativo de transporte é bem-vindo, certo? Os programas de fidelidade são boas fontes de ofertas exclusivas com suas redes de parceiros que oferecem preço baixo em troca dos pontos acumulados nas plataformas. Entrar em um desses clubes pode ser uma boa, mas é preciso saber usar os benefícios disponíveis. 

Vale a pena? 

Os três especialistas ouvidos pela Inteligência Financeira foram unânimes em dizer que, no geral, vale a pena entrar em programas de fidelidade. Um dos motivos é que muitos programas oferecem participação gratuita e cobram mensalidade apenas dos que querem acumular mais pontos. Alberto André, cofundador e CEO do Plusdin, portal que apoia decisões de investidores, diz que “quem faz uma compra ou viagem e não tem cadastro em um programa de fidelidade perde dinheiro”. 

Para Maurício Morgado, coordenador do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os programas de fidelidade são indicados para “quase todo mundo”, exceto para cartões de crédito com anuidades muito altas. 

Agora, se você faz parte do grupo dos desconfiados, saiba que em pelo menos uma coisa você tem razão: esses clubes não foram criados porque as empresas querem dar algo de graça ao consumidor. Por outro lado, o grande benefício para os programas é atrair clientes que vão gastar dinheiro na plataforma e com os parceiros do clube. Além de gerar lucro, os programas de fidelidade têm a vantagem de conseguir mapear os hábitos de consumo do cliente e oferecer promoções personalizadas, aumentando a possibilidade de vender um produto ou serviço. 

O que fazer

Depois de entender se valem a pena, você precisa conhecer essas cinco dicas: 

  1. Pesquise

    Entre as boas práticas dos participantes de programas de fidelidade está o hábito de pesquisar. Isso vale para qualquer momento: desde antes da adesão, comparando programas, ao momento do resgate de pontos, procurando a melhor forma de usar as milhas.
  2. Estabeleça um objetivo 

    Quem acumula pontos só por acumular pode se dar bem no futuro, claro. Mas quem tem um objetivo para o uso dos pontos tende a ter mais foco na hora de comprar. Neste caso, você passa a esperar pelo melhor momento para comprar aquela passagem aérea tão desejada.
  3. Procure alternativas às viagens 

    Como quase tudo, viajar ficou mais caro nos últimos meses. Por isso, Mauricio Morgado ressalta: se não for viajar neste momento, troque suas milhas por itens úteis, por exemplo, para sua casa. “Eu mesmo comprei uma geladeira em um programa de fidelidade e valeu apena”, conta o professor da FGV. Portanto, não fique preso às passagens aéreas, você pode encontrar bons negócios para viajar, mas esta não é a única categoria disponível nos clubes.
  4. Fique de olho nas promoções

    “Quase todos os meses acontecem promoções de transferência de pontos com bônus de um programa para outro”, conta Alberto André. Para acompanhar as promoções, é preciso seguir perfis que produzem conteúdos sobre programas de fidelidade nas redes sociais. O perfil indicado por Alberto é o @passageirodeprimeira, no Instagram. 

O que não fazer

Nem tudo são flores nos clubes de vantagens. Então, fique de olho no seguinte:

  1. Procure não se esquecer o vencimento dos pontos: alguns programas de fidelidade têm vencimento em cinco ou mais anos e até avisam quando eles expiram, mas, mesmo assim, é preciso ficar de olho na data, já que a pontuação simplesmente deixam de existir.
  2. Programe-se: só assim, se programando, você evita compras desnecessárias.
  3. Evite entrar em clubes com parcerias que não te interessam: é comum as empresas fecharem parcerias para oferecer descontos. Porém, se os parceiros do programa não se encaixam no seu estilo de vida, será um benefício desperdiçado. “Ao avaliar se vale ou não a pena ingressar em um clube, você deve considerar se os benefícios oferecidos se adequam ao seu interesse”, diz Sidney Lima, analista de investimentos da Top Gain


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