Golpe do boleto falso: saiba como evitar ser vítima desse crime

Você paga uma conta, mas o dinheiro vai para o bolso de golpistas

É cilada! Como não cair em golpes financeiros
– Ilustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • Sempre que possível, evite efetuar pagamentos em boleto de papel
  • O ideal é entrar na plataforma da empresa que está fazendo a cobrança e pagar a conta por ali

Você recebe um boleto em casa para pagar alguma conta que você, de fato, reconhece que é sua. Pega o papel no modo automático e paga. E a empresa continua te cobrando, informando que o pagamento ainda está em aberto e aí começa o seu martírio. Você tem a prova de que pagou e, do outro lado, a companhia tem a certeza de que não recebeu. Parabéns: você foi vítima do golpe do boleto. Quadrilhas interceptam contas enviadas para a casa dos clientes, copiam os boletos, mas mudam o código de barras que passa a ser direcionado para outra conta bancária, em geral, a do chefe do bando.

Como evitar que isso aconteça?

A melhor maneira para você evitar que isso aconteça é triplicando a atenção e desconfiando das contas que chegam. Para a economista Bruna Allerman, educadora financeira da Acordo Certo, o ideal é evitar os pagamentos que chegam em boletos de papel. “Nunca pague um boleto que chega na sua casa. É melhor entrar na plataforma online da empresa que está fazendo a cobrança e verificar se o boleto tem o mesmo CNPJ, valor, endereço e condições”, afirma Bruna. Essa checagem dupla pode te custar uns minutos do seu dia, mas te salva da ação dos golpistas.

Caí no golpe, e agora?

Digamos que você não tenha percebido – até porque é difícil mesmo – que o boleto tenha ido para a conta de golpistas. O que você deve fazer? “Se cair no golpe, faça o registro em um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou de forma online”, explica Bruna. No Estado de São Paulo, o BO pode ser feito no site da Polícia Civil.

Quem é o responsável pelo prejuízo?

A responsabilidade por um prejuízo tido com um golpe de boleto falso é complexa. Pode acontecer de a empresa que vendeu o produto ou serviço assuma o calote. Mas pode acontecer o contrário também. “As empresas, geralmente, não têm responsabilidade em situações como esta. Então, o próprio consumidor precisa ficar atento e, sempre que possível, acessar a plataforma da loja para efetuar o pagamento”, afirma Bruna.

Colaborou Anne Dias


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