Compra de dólar e de euro dispara; mas é hora de fazer o mesmo?

É preciso se planejar para minimizar gastos e evitar problemas

– Ilustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • Entre janeiro a junho, foram registradas 47.289 negociações em dólares, contra 10.923 em igual período de 2021

As restrições e proibições impostas pela pandemia estão sendo amenizadas. O que faz com que as pessoas se sintam mais à vontade para retomar as viagens internacionais, deixadas de lado nos últimos dois anos. Com isso, a compra de dólares e de euros disparou. De acordo com levantamento da Melhor Câmbio, uma das maiores plataformas que ajudam na pesquisa de cotações do câmbio turismo, entre janeiro a junho desde ano foram registradas 47.289 negociações em casas de câmbio, de pessoas à procura de dólares (contra 10.923 em igual período de 2021), com volume de compra de R$ 372,6 milhões. O montante, nos cinco primeiros meses do ano passado, foi de R$ 99 milhões. O aumento ultrapassa os 370%.

O euro também apresentou alta: as negociações cresceram de 4.968 para 31.336, e o volume, de R$ 45 milhões para R$ 247 milhões, entre janeiro e junho deste ano, em comparação aos cinco primeiros meses de 2021, aumento de 550%.

É preciso lembrar que a base de comparação (2021) é muito baixa, por conta dos efeitos da pandemia. Os dados da Melhor Câmbio levam em conta as transações de dólares e de euros que registradas na plataforma no período, em 800 casas de câmbio espalhadas por 250 cidades brasileiras.

O Itaú Unibanco também registrou aumento na compra de dólares e de euros em espécie. O crescimento foi de 900% no período. Para o banco, a retomada do mercado – muito atrelado ao turismo – já alcançou os patamares de antes da pandemia, em razão do fim das restrições de entrada em diversos países do mundo e do aumento dos voos disponíveis.

Entre janeiro e maio deste ano, a compra de moeda estrangeira pelos clientes em cada mês foi sempre ao menos 400% maior do que a registrada no mesmo período do ano anterior. O pico aconteceu em março, de acordo com os dados do Itaú Unibanco, quando o montante total vendido teve um aumento de 1.870% em relação a março de 2021 — um mês marcado pela valorização do real e flexibilização das viagens ao exterior.

O que você deve fazer

Quem tem viagem marcada precisa ficar de olho no câmbio. O monitoramento constante permite uma compra gradativa de dólares ou de euros, para que se possa fazer um “preço médio” bom, de acordo com Stéfano Assis, presidente e co-fundador da Melhor Câmbio. “O câmbio sobe, a pessoa espera; cai, compra um pouco. E terá um preço médio de compra menor”, explica.

Outra dica é dar prioridade ao VET, o Valor Efetivo Total, que representa o custo de uma operação de câmbio em reais por moeda estrangeira, englobando a taxa de câmbio, as tarifas e tributos incidentes sobre essa transação.

Cuidado com a pegadinha das taxas

Assis explica que muitas empresas anunciam o preço do dólar sem taxas – o que faz parecer que a compra da moeda seja um bom negócio. “Para saber se vale a pena, é preciso comparar o valor cobrado pelo dólar ou pelo euro sem as taxas. Muita atenção”, ressalta o executivo.

Um bom caminho é também optar por um cartão pré-pago internacional, para complementar os meios de pagamento. Uma das vantagens é ter dinheiro disponível assim que sair do avião.

Como organizar a viagem internacional?

Para fazer a tão sonhada viagem e minimizar os gastos, algumas medidas simples são necessárias. Antes de mais nada, pense no orçamento. Ao invés de decidir para onde vai e, em seguida, procurar por voos que caibam no seu bolso, inverta o processo. Faça uma lista mais ampla de lugares que gostaria de visitar e deixe que os preços afunilem a escolha.

Qual é a melhor hora de comprar passagens aéreas?

E, na hora de comprar a passagem, seja flexível: passagens aéreas no meio da semana e sábado à noite costumam ser mais baratas, lembra a Travelex Confidence, especialista em câmbio.

Com conteúdo do site Valor Investe, um veículo Globo Notícias


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