Devo mudar minha carteira quando a composição do Ibovespa muda?

Você precisa estar atento às mudanças porque elas mostram para onde o mercado acionário está indo

Como ficam seus investimentos em 2022?
– Ilustração: Marcelo Andreguetti

Pontos-chave

  • A mudança no Ibov impacta a cotação das ações que entram ou saem do índice
  • Os ETFs que seguem o Ibovespa também precisam rebalancear suas carteiras quando a composição do índice muda

O ano começou com novidades no Ibovespa. A B3 divulgou a prévia do índice, que entra em vigor nesta segunda-feira (3) e vale até 29 de abril. Três ações entraram na carteira teórica do Ibovespa (ou Ibov) e outras duas foram retiradas. Agora, são 93 ativos de 90 empresas (há mais ativos do que empresas, porque há empresas com units, ações preferenciais e ordinárias sendo negociadas). O rebalanceamento dos ativos que compõem o índice é importante e o mercado fica de olho no vai e vem da Bolsa. O investidor precisa estar atento às mudanças, porque elas mostram para onde o mercado acionário está indo. Além disso, você pode encontrar oportunidades entre as ações.

O que muda com o rebalanceamento do Ibovespa?

A B3 incluiu as ações da Positivo Tec ON (POSI3), CSN Mineração ON (CMIN3) e 3R Petroleum ON (RRRP3). Saíram GetNet (GETT11) e Banco Inter PN (BIDI4). Elas estarão no índice pelo menos até 29 de abril. Depois, outro rebalanceamento será feito.

A mudança é importante para mostrar o comportamento do mercado acionário brasileiro. Para Pedro Paulo Silveira, gestor de investimentos da Nova Futura Gestora de Recursos, a inclusão das empresas é um sinal positivo. “Reflete evolução do mercado acionário”, diz Pedro Paulo. Ter mais ações compondo o principal índice acionário do país mostra o desenvolvimento do mercado brasileiro. 

Fonte: B3

E minha carteira, deve mudar? 

Não necessariamente. Se você investe em um ETF atrelado ao Ibovespa, a consequência da mudança já apareceu indiretamente na sua carteira, mas, para Pedro Paulo, o investidor não precisa se preocupar com suas posições nesses ativos, já que a lógica de investir em um ETF é seguir a média de um mercado. 

Esse tipo de mudança não costuma fazer preço no Ibovespa, porque o índice só reflete um comportamento que o mercado já havia adotado – as ações que compõem o índice estão lá porque são procuradas pelos investidores. Porém, para as empresas que entram ou saem do Ibov, pode haver mudanças significativas. 

Isso porque os fundos de índice (os tais ETFs) que seguem o Ibovespa precisam rebalancear suas carteiras quando a composição do índice muda. Isso impacta o preço das ações que se movimentaram. Se uma empresa deixou de fazer parte do índice, os fundos precisam vender suas ações para replicar a carteira teórica da B3. O contrário acontece com as ações que entram. Portanto, a recomposição de carteira não mexe no mercado como um todo, mas algumas ações podem ser impactadas.


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