Banco Central anuncia novas medidas para o Pix: entenda o que muda

Além de alteração no período noturno, os usuários têm dois novos recursos para bloqueio em casos de fraudes e até devolução do dinheiro

1 ano de PIX
– Ilustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • Período noturno, que limita o valor de transferências, poderá ser ativado até às 22h
  • BC também divulgou o bloqueio cautelar e o mecanismo especial de devolução do dinheiro

O Banco Central (BC) anunciou novas mudanças para as operações do Pix. A partir de agora, os usuários poderão ativar o “período noturno” até às 22h. Antes, os correntistas poderiam escolher entre 20h e 23h59. O período noturno é aquele que limita em R$ 1 mil o pagamento e transferência entre contas de pessoas físicas. A medida entrou em vigor em outubro deste ano para evitar golpes e fraudes.

Mais duas mudanças

O BC ainda divulgou outras duas funcionalidades: o bloqueio cautelar e o mecanismo especial de devolução. Segundo a instituição, as alternativas deixarão o serviço ainda mais seguro para os usuários. No bloqueio cautelar, a instituição, que detém a conta do recebedor, suspeita da situação de fraude e pode efetuar um bloqueio preventivo dos recursos por até 72 horas, realizando uma análise mais robusta. 

Já o mecanismo especial de devolução vai servir em suspeita de fraude identificada pelas instituições envolvidas ou pelo usuário. Será preciso fazer um boletim de ocorrência e avisar a instituição pelo canal de atendimento oficial. O banco da vítima, por sua vez, poderá usar a infraestrutura do Pix para notificar a instituição que está recebendo a transferência para que os recursos sejam bloqueados.

Depois disso, a instituição do pagador e a do possível golpista terão até sete dias para analisar a situação. Se a fraude for comprovada, a instituição de destino da operação devolve os recursos para o pagador. “A partir de agora, quem usa o Pix terá mais chances de recuperar o dinheiro em casos de fraude”, ressaltou Mayara Yano, assessora sênior no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, em comunicado.


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