A temporada de balanços dos EUA já começou: o que você tem a ver com isso?

Resultados impactam o mercado como um todo

Pontos-chave

  • Quem investe em BDRs deve redobrar a atenção
  • No caso dos bancos, os números dizem muito sobre a recuperação da economia americana

A temporada de divulgação de balanços nos Estados Unidos, que é um dos períodos mais importantes do mercado de ações americano, já começou. Os primeiros a publicarem seus resultados são os grandes bancos. Goldman Sachs, Bank of America e JP Morgan são alguns dos nomes que abriram a temporada. Depois, outras empresas, inclusive as gigantes de tecnologia, deram início à divulgação de balanços.

E você com isso?

Por ser a maior economia do mundo, os resultados de empresas americanas impactam o mercado como um todo. Por isso, é importante prestar atenção nos números divulgados. No caso dos bancos, por exemplo, os números dizem muito sobre a recuperação da economia americana e de qual caminho ela deve seguir. “Antes de tomar qualquer decisão de investimento, você deve se informar. Nunca deve seguir o efeito manada. E isso inclui acompanhar o desempenho de empresas de fora”, ressalta Hudson Bessa, professor da Faculdade FIPECAFI nas disciplinas de Estratégias Financeiras e Finanças Corporativas.

Aqueles que compram ativos emitidos no exterior e negociados indiretamente no Brasil, os BDRs, devem redobrar a atenção. Entre os BDRs mais negociados na B3 estão Tesla, Apple, Amazon, Microsoft, Facebook e Walt Disney. Todas essas empresas divulgam seus balanços na temporada. “Acompanhar esses resultados significa entender como as companhias estão se comportando e quais são as expectativas para o futuro dela e daquele setor”, explica Hudson. 

O professor cita como o caso da Netflix, que divulgou os resultados no primeiro trimestre de 2022 reportando uma perda de 200 mil no número de assinantes. As ações da empresa despencaram e já acumulam queda de mais de 62% em 2022. “Acho que esse foi um caso emblemático pois pegou os investidores de surpresa. Essa perda de assinantes nunca tinha acontecido. A partir disso, podemos acompanhar como o setor de tecnologia e os acionistas vão reagir”, ressalta Hudson. 

Setores para ficar de olho

Sabemos que acompanhar todos esses relatórios não é uma tarefa simples. A dica de Hudson é procurar materiais de instituições e corretoras e separar as análises entre as small caps e as large caps, também conhecidas como blue chips. As smalls caps são as empresas negociadas na Bolsa que possuem menor valor de mercado. Já as large caps são as maiores e mais cobiçadas pelos investidores. 

“Em um período mais volátil como o que estamos vivendo, com inflação pressionada e taxas de juros subindo, as smalls caps tendem a sofrer mais. As empresas maiores costumam ser mais resistentes. Isso não é uma regra, mas na hora de analisar ou investir, é importante levar isso em consideração”, ressalta o professor. 

Além disso, segundo ele, em um cenário de alta de juros, os bancos tendem a se beneficiar. “O esperado é que essas instituições consigam melhorar seus resultados no médio e longo prazo, por isso é importante ficar de olho”, explica Hudson. Outros dois setores para prestar atenção são o de commodities e o de tecnologia. Neste último caso, as companhias têm grande peso sobre o mercado americano e respondem por mais de 25% do índice S&P 500.


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