Sabe quem ganhou dinheiro com as criptos, enquanto outros perdiam? Quem apostou contra

Investidores que previram que as criptomoedas iriam despencar ganharam 130% neste ano

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Ilustração: Felipe Mayerle

Pontos-chave

  • Ativos digitais saíram prejudicados com política monetária restritiva do Fed e pela volatilidade

As notícias mais recentes envolvendo as criptomoedas – mais especificamente os bitcoins – mostram que aquela já foi a “queridinha” desse mercado está dando um grande susto nos investidores. A crise é enorme, com quedas consecutivas.

Mas quem apostou contra ativos digitais no mercado futuro saiu ganhando. Os investidores que previram que as criptomoedas iriam despencar, já ganharam 130% neste ano nos Estados Unidos, após o colapso da bitcoin, de acordo com Ihor Dusaniwsky, chefe de análise da S3, uma empresa de tecnologia e análise de dados.

Apostar contra as criptos deu o melhor retorno

Nenhum outro setor bate esses ganhos. Alguns exemplos são as ações dos segmentos automotivo e software, com retorno de 50% cada um, enquanto que as apostas contra varejo, mídia e entretenimento ofereceram rendimentos de 46%, informou a Bloomberg.

Por que apostar contra as criptos deu tanto lucro?

Os ganhos altos ocorrem porque ações vinculadas a criptomoedas, como Coinbase e MicroStrategy, despencam. As ações da exchange de criptomoedas caíram quase 80% neste ano, enquanto que os papeis da empresa de software apresentaram retração de 66%.

Os ativos digitais saíram prejudicados com política monetária mais restritiva do Federal Reserve (Fed) e também pela volatilidade do mercado de renda variável. Isso sem falar em escândalos envolvendo empresas do setor, que também mineram a confiança nesses ativos.

O bitcoin caiu 50% desde o final de dezembro, enquanto o ether perdeu cerca de 70%.

Entre as empresas de criptomoedas de capital aberto que a S3 rastreia, a Coinbase é aquela com maior volume de posições vendidas (cerca de US$ 1,38 bilhão), ou seja, com mais investidores apostando contra ela. O volume representa mais de 15% das ações em circulação. No caso da MicroStrategy, o percentual é de 27% e o volume é de US$ 537 milhões.

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