Ranking aponta as empresas com melhores notas no índice ESG, e você deve usar isso a seu favor

Elas se destacam em governança e meio ambiente, mas deixam a desejar em capital humano

ESG, Sustentabilidade, Empresas, Investir
Ilustração: Marcelo Andreguetti

Pontos-chave

  • Entre as 10 melhores, o setor elétrico tem destaque
  • O relatório avalia capital humano, governança, modelo de negócio, capital social, meio ambiente e mudança do clima

A B3 mudou a metodologia do ISE, índice com as companhias que adotam a agenda ESG. Uma das mudanças mais significativas foi a divulgação pública das notas das empresas de capital aberto que aplicaram para participar do índice.

Quais setores mais aparecem no ISE B3?

O ranking das 10 melhores teve forte presença do setor elétrico, com a EDP em primeiro lugar, a CPFL em quarto e a Engie em décimo. O segmento de papel e celulose tem duas representantes, a Klabin em sexto e a Suzano em nono. Varejo e consumo têm como representantes as Lojas Renner, em segundo, e a Natura, em quinto.

Além delas, estão na lista a Telefônica Brasil, de telecomunicações, em terceiro lugar; o Itaú Unibanco, do setor financeiro, em sétimo; e a Ambipar, de água e saneamento, em oitavo.

Como é o relatório do índice

Outra mudança significativa no novo formato do ISE foi a adoção de um questionário específico que depende do setor em que a companhia está inserida. O relatório do índice avalia as companhias dentro de seis dimensões: capital humano; governança corporativa e alta gestão; modelo de negócio e inovação; capital social; meio ambiente e mudança do clima.

O índice também leva em consideração o CDP (Carbon Disclosure Project), uma organização internacional que ajuda empresas a divulgarem seu impacto ambiental. Portanto, nota que as empresas têm no CDP também é avaliada no ISE.

Empresas destacadas

Os destaques desta edição do índice vão para:

EDP

A EDP teve o melhor desempenho no critério que avalia meio ambiente, com nota 96,57. Sua “pior nota” foi em capital humano: 76,91. Nesse segmento é levado em consideração critérios como práticas trabalhistas, saúde e segurança do trabalhador.

Renner

A Renner se destacou em modelo de negócios e inovação, em que alcançou a nota 99. Esse critério avalia itens como sustentabilidade do modelo de negócios e gestão na cadeia de fornecimento. A pior nota da Renner foi em capital humano, com 69,87.

Telefônica

A melhor nota da Telefônica foi 90,04 em governança corporativa e alta gestão, item que avalia critérios como gestão de riscos, práticas de boa governança e ética nos negócios. O destaque negativo ficou por conta de capital humano, com 68,15.

CPFL

A CPFL se destacou em modelo de negócios e inovação, com nota 96,92. O destaque negativo também foi em “capital humano”, com nota 69,39.

Natura

O destaque da Natura foi em governança corporativa e alta gestão, com 86,04. Por outro lado, em capital humano, a nota foi 71,61.

Klabin

Na Klabin, a melhor nota foi em meio ambiente, com 89,37. Já em capital humano, a nota foi de 55,92.

Itaú Unibanco

O destaque positivo foi em governança corporativa e alta gestão, com 87,76; Já em capital humano a nota foi de 70,29.

Ambipar

Na Ambipar, o destaque positivo foi meio ambiente, com 93,18. Já o negativo foi capital humano com 79,31.

Suzano

No caso da Suzano, modelo de negócios e inovação ganhou nota 88,22. Já capital social, que abrange temas como direitos humanos e relações com a comunidade, cidadania corporativa e bem-estar do cliente, a nota foi 65,61.

Engie

Na Engie, a melhor nota foi conquistada no critério governança corporativa e alta gestão: 87,65. Já a pior veio em capital humano, com 57,11.

Por que isso tem a ver com você?

O ESG tem critérios que tocam a empresa como um todo. Ele relata como a companhia trata o meio ambiente, as pessoas e a transparência da gestão. Uma empresa alinhada com estes três pontos tem o que os analistas chamam de bons fundamentos, um valor muito procurado por investidores estrangeiros. E isso pode ser mais uma maneira para vocês, investidor e investidora, analisarem se vale a pena ou não aqueles ativos em carteira.

Com reportagem do Valor Investe


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