Quais são os investimentos que você tem que ter em carteira? 

Especialistas recomendam os ativos que devem estar no seu radar em qualquer cenário da economia 

Fundos de Investimento; O sobe e desce da indústria de fundos.
– Ilustração: Marcelo Andreguetti

Pontos-chave

  • Não ter renda fixa pós-fixada, por exemplo, é um erro
  • Nunca deixe a liquidez de um ativo de lado

Existem alguns ativos que você não pode se dar ao luxo de ignorar. Eles precisam estar na sua carteira, independentemente do seu perfil, da sua pressa, dos seus objetivos e dos seus sonhos. O que pode mudar é a quantidade de cada um deles no peso no portfólio e o vencimento dos papeis – que, na medida do possível, deve ser respeitado para que você não perca rentabilidade nem tenha que pagar taxas e um Imposto de Renda maior do que se pudesse esperar. Seguindo este racional, investidores agressivos, moderados e conservadores podem investir tanto em renda variável quanto na fixa, por exemplo. O que muda para cada um dos perfis é a porcentagem do patrimônio ali alocado.

A boa e velha renda fixa

Por mais agressivo que seja seu perfil e sua pressa em ganhar dinheiro o quanto antes, a renda fixa deve fazer parte do conjunto de investimentos do seu bolso. “Se você tiver um bom gestor, seu retorno vai ser consistente e isso te traz segurança para momentos em que tudo oscila e está muito volátil”, afirma Flávio Aragão, sócio da 051 Capital.

Com o cenário de juros altos que estamos vivendo hoje e que deve se manter nos próximos meses, a renda fixa pós-fixada é ativo mais adequado. “Não ter esse tipo de investimento em carteira é um erro”, afirma Alexandre Brito, gestor e sócio da Finacap Investimentos.

Vale a pena investir fora do Brasil?

Segundo Alexandre Brito, sim. “Os últimos 10 anos foram fantásticos para quem internacionalizou a carteira, por conta da desvalorização do real e também porque a Bolsa de Valores americana não andou”, diz Brito. Mas veja: você não precisa por todo seu dinheiro no mercado americano ou francês de ETFs. Basta ter uma parcela, aquele tanto que te permita dormir bem. “Ter uma parte da carteira em mercado internacional serve tanto para os perfis mais conservadores, quanto para os mais sofisticados. Tudo depende da composição do portfólio de cada um”, afirma Brito.

Há boas oportunidades

Martin Iglesias, professor e especialista líder em investimentos e alocação de ativos do Itaú Unibanco, vê um lado bom para os investidores em 2022. “O ano será de muitas opções de investimentos em diversos segmentos. Teremos oportunidades no mercado de títulos indexados à inflação, na Bolsa internacional, na Bolsa local e na renda fixa pós-fixada, que está registrando rentabilidade real positiva”, afirma Martin.

Ele aponta que, mais do que um produto específico, o importante para o próximo ano é construir um portfólio diversificado, de forma a aproveitar tudo o que o cenário econômico possa apresentar.

Atenção à liquidez dos papeis

Martin acrescenta ainda que você não pode ignorar a liquidez de uma ativo. “Há vários tipos de riscos, como o de crédito, o de mercado e a volatilidade. Mas você não pode pode ficar mais ilíquido e não estar disposto a correr risco de crédito”, afirma.

Ativos para ter em carteira

A Inteligência Financeira pediu para Martin uma lista de ativos que você não pode ignorar. Vamos a ela:

Renda Fixa

  • CDBs;
  • Títulos atrelados à inflação;
  • Debêntures Incentivadas;
  • CRAs;
  • Pós-Fixada: LCAs de 18 meses, fundos de crédito JGP Select CP.

Renda Variável

  • Fundos de diferentes estratégias, como: Itaú Dunamis Advanced (IQ), Itaú Dunamis, fundos long bias como o SPX Falcon, Fundo Verde AM Long Bias e o Fundo Kinea Gama Ações.

Investimento internacional

  • Renda fixa: Fundo Itaú Tesouro Americano USD, PIMCO INCOME BRL e Oaktree Global Credit BRL;
  • Renda variável: Fundo Multifundos Global Equities, Itaú BDR Nível 1 e Itaú Index Ações SP500 BRL.

Outros

  • FIAGRO KNCA11;
  • Fundos imobiliários de Recebíveis, como KNIP11 e VCJR11;
  • Fundo de Infraestrutura, como o IFRA11;
  • Fundos internacionais ligados às tendências da macroeconomia.
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