Oportunidades para a renda variável em 2022, segundo cinco gestores

Investidores podem esperar por um ano ainda mais volátil, mas com boas oportunidades; saúde e tecnologia são alguns destaques

Juros subindo, bolsa caindo, inflação em alta.
– Ilustração: Renata Miwa

Pontos-chave

  • Eleições, juros, pandemia e inflação em alta devem continuar preocupando o mercado financeiro
  • Diversificar segue como regra número 1 para o ano que vem

O ano que vem será desafiador quando o assunto é renda variável. Os investidores encontrarão ativos mais voláteis, com desaceleração do crescimento. Mas, isso não significa que não iremos encontrar boas oportunidades. O tema foi discutido em um dos painéis do Perspectivas e Desafios para 2022, evento online promovido pela ​​Itaú Asset. 

“No ano que vem, será muito importante escolher as teses de investimento certas. A inflação alta vai demandar uma normalização das taxas pelo mundo. A grande dúvida é quando. Por trás de tudo isso, ainda temos um barulho envolvendo as eleições”, ressaltou Elmer Ferraz, gestor do fundo Dunamis, da Itaú Asset. Segundo ele, esses fatores podem mudar a dinâmica competitiva de vários setores. “Em 2022, uma boa empresa, bem gerida, não será necessariamente uma boa tese”, ressaltou.

Luiz Ribeiro, gestor do Asgard, destacou a inflação como um dos principais riscos para o ano que vem. “Temos o risco da inflação sair do controle e uma subida de juros muito alta. Um segundo risco é a própria pandemia. Ele foi minimizado pelas vacinas, mas ainda existe. O investidor precisa ter isso em mente”, afirmou durante o evento. A opinião dos cinco gestores consultados foi unânime: com um cenário mais instável, é preciso ter cautela. Separamos as cinco teses de investimentos apresentadas por eles durante o painel:

Fundo Dunamis

Elmer destacou três grandes teses de investimento. “Em commodities a nossa maior exposição é em petróleo pela combinação de demanda crescente e oferta controlada. O segundo setor é o financeiro, principalmente o norte-americano. Por fim, nosso terceiro elo do tripé são companhias de exportação de celulose, como Suzano, e de escoamento de grãos, como a Rumo”. 

Asgard

Luiz Ribeiro, gestor do Asgard, afirmou que o fundo está atualmente posicionado com uma carteira de commodities que inclui energia e metais como cobre, níquel e alumínio. “Também temos exposição em ativos de tecnologia, com empresas que já têm fluxo de caixa positivo hoje, algumas delas fora do Brasil”. 

Optimus

O gestor Rodrigo Koch afirmou que o portfólio no momento está mais focado em empresas com teses bem estruturadas. “Procuramos empresas que sejam dominantes nos seus setores. Estamos focados em saúde e utilities. No setor de saúde, enxergamos oportunidades em companhias de planos de saúde verticalizados. Elas dependem menos do PIB e mais de fatores como envelhecimento da população e busca por serviços de saúde. Achamos que é um setor mais protegido”. 

Momento

Pedro Quaresma, gestor da Momento, afirmou que o portfólio está priorizando empresas mais líquidas e com baixa alavancagem financeira. “Continuamos focados em empresas de qualidade do negócio. No Brasil, damos destaque para os setores de saúde, elétrico, tecnologia e petróleo e gás. Em tecnologia temos focado mais em empresas de softwares. Também temos exposição em serviços financeiros, combinando teses individuais de cada empresa, mas que se beneficiam do momento da taxa de juros”. 

Phoenix

Já o gestor Bernardo Gomes ressaltou a importância da diversificação. “Temos uma estratégia bem diversificada em ações, não colocamos todos os ovos na mesma cesta. Commodities não é uma parte relevante do nosso portfólio, mas temos o setor muito bem representado por petróleo. Temos exposição em saúde e uma parte em consumo, focando em empresas que têm exposição ao mercado internacional. Setor financeiro e utilities também chamaram nossa atenção”. 


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