O que são os fundos imobiliários híbridos?

Cá e lá: este tipo de ativo aporta o dinheiro dos cotistas em fundos que investem em empreendimentos de tijolo e em títulos do setor. Vantagens? Há sim. E desvantagens? Também. Entenda como eles funcionam

O que são fundos imobiliários híbridos?
– Ilustração: Marcelo Andreguetti

Pontos-chave

  • O ideal é fazer uma junção de fundos que faça sentido para sua estratégia de investimento
  • Fundos imobiliários devem compor a carteira de todos os perfis de investidores

Já falamos por aqui sobre os fundos imobiliários (FII) de tijolo, fundos de papel e também sobre como investir na modalidade. Agora, você sabe o que são os fundos imobiliários híbridos? Acertou se falou que é a mistura de tudo. “Os fundos híbridos são aqueles que investem em imóveis ou títulos do setor imobiliário, distribuindo o capital dos cotistas em vários empreendimentos e ativos. Eles fazem uma junção e podem investir, por exemplo, em lajes corporativas, shoppings, cotas de outros fundos e por aí vai”, explica Ariane Benedito, economista da CM Capital.  

Eles funcionam da mesma forma que os outros fundos. O investidor interessado compra uma ou mais cotas e o gestor tem autonomia para escolher os ativos. No caso dos fundos híbridos, também conhecidos como fundos mistos, o dinheiro pode ser investido em imóveis de renda, recebíveis imobiliários (CRI, LCI), cotas de FIIs, empreendimentos em construção ou outras opções do mercado.

Quais são as vantagens?

Uma das principais vantagens dos fundos híbridos é justamente a diversificação. Por investir em diversos ativos, ele dilui os riscos e permite que os cotistas tenham resultado tanto pela distribuição de dividendos quanto pela valorização patrimonial dos investimentos. “É normal que o gestor busque fazer a diminuição de riscos compondo uma carteira diversa”, ressalta Ariane.

E as desvantagens

Por outro lado, uma das desvantagens (e riscos) está justamente nesta administração, já que o cotista fica exposto às decisões do gestor. “Acredito que o maior risco de um fundo híbrido é a liberdade que o gestor tem. Nesse caso, não basta olhar só para um setor, já que ele vai estar inserido em vários. E aí que você, como investidor, deve confiar na gestão e em quem está tomando as decisões”, explica a economista. Além disso, ainda existem os riscos de todos os tipos de FIIs: de mercado, de crédito e de liquidez

É para todo perfil de investidor?

Sim. Tem espaço para todos: desde o investidor mais conversador, até o mais arrojado. O importante é entender seu apetite ao risco, já que os FIIs são investimentos de renda variável, e separar uma quantia compatível – sempre pensando em uma estratégia de longo prazo. “Fundos imobiliários devem compor a carteira de todos os perfis de investidor. Eles podem ser a porta de entrada para quem quer investir em renda variável”, ressalta Ariane.  

Boa opção para iniciantes

Nesse sentido, os fundos híbridos podem ser uma boa opção para os iniciantes. Mas, atenção: por mais que sejam diversificados, o recomendado é não colocar todo o patrimônio nessa categoria. “O ideal é fazer uma junção de fundos que faça sentido para sua estratégia de investimento. Sempre gosto de usar FIIs em uma estratégia de longo prazo. Os fundos estarão com um preço atrativo no ano que vem. Ou seja, é uma boa oportunidade de começar”, diz Ariane. 


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