Número de pessoas físicas que negociam criptomoedas cai nos últimos seis meses

Volume vai de 531,6 mil para 297,5 mil

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Pontos-chave

  • Dado mostra a compra e a venda de moedas digitais, não a posse
  • Pessoas com moedas digitais estariam aguardando um momento melhor

O número de pessoas físicas que negociaram criptomoedas caiu nos últimos seis meses até abril, apesar de o Brasil ter cada vez mais investidores com esses ativos na carteira. Esse dado indica a compra e a venda de moedas digitais, não a posse. O número de pessoas que negociaram desabou quase pela metade entre outubro de 2021 e abril de 2022, de 531,6 mil para 297,5 mil, conforme as informações declaradas pelas empresas de negociação de criptomoedas à Receita Federal.

A baixa aconteceu ao mesmo tempo em que o bitcoin despencou. O preço da principal moeda digital (o bitcoin) se desvalorizou pela metade desde o pico em novembro, para a faixa de US$ 30 mil. A alta de juros para controlar a inflação está levando os compradores a fugir de ativos de risco em geral e as criptomoedas estão sofrendo junto com as ações nesse cenário.

Em épocas de queda como esta, as pessoas com moedas digitais continuam com elas em carteira e aguardam momentos melhores para comprar ou vender, o que ajuda a explicar a diminuição nas negociações declaradas, explica Bernardo Srur, diretor da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

Criptomoedas estão correlacionadas com Bolsas

O desempenho das criptomoedas está cada vez mais correlacionado ao das Bolsas, especialmente as dos Estados Unidos. Elas sobem e caem juntas em boa parte dos dias, apesar das moedas digitais oscilarem mais. “O paradigma de que criptomoeda é uma defesa na carteira, proteção da riqueza ou reserva de valor está sendo quebrado. Se o banco central dos Estados Unidos aumenta juros acima do esperado, as bolsas e o bitcoin caem juntos”, afirma Guilherme Assis, fundador e presidente do consolidador de investimentos Gorila.

Criptomoedas na declaração do Imposto de Renda

Além de exigir a declaração das empresas, a Receita também exige que as pessoas físicas declarem a posse de criptomoedas no Imposto de Renda quando o valor de aquisição for igual ou acima de R$ 5 mil, orienta Roberto Justo, sócio-fundador do escritório de advocacia Choaib, Paiva e Justo Advogados.

Já o lucro com a venda das criptomoedas em valor igual ou acima de R$ 35 mil é tributado. É comum que investidores iniciantes desconheçam as exigências e acabem descumprindo as regras.

Com conteúdo do site Valor Investe, um veículo Globo Notícias


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