Você investe ou especula? Entenda a diferença

Você pode achar que é um investidor quando, na verdade, é um especulador

Qualquer investidor pode especular?
– Ilustração: Marcelo Andreguetti/IF

Pontos-chave

  • Os especuladores focam em um período muito mais curto que os investidores
  • Especular significa assumir mais riscos do que quem investe pensando no longo prazo
  • Especuladores e investidores usam técnicas diferentes para a escolha de ativos

Especular e investir podem ser termos parecidos para alguns, mas carregam significados completamente diferentes no mercado financeiro. A quantidade e tipos de operações, os critérios de análise e perfil dos operadores não são parecidos. Investidores e especuladores olham para o mercado financeiro de formas diferentes, e é importante entender quais os pontos de divergência entre eles. 

Qual a diferença entre especular e investir?

A principal diferença entre a especulação e o investimento é o prazo para a conclusão da aplicação. Quem investe em um ativo fica com ele na carteira por anos, porque acredita no potencial de geração de caixa de uma empresa ou um grupo de companhias. Já quem especula segura o papel por pouco tempo, vendendo até no mesmo pregão de compra, como acontece com as operações de day trade, que são um bom exemplo de operações especulativas. 

O comportamento diante das movimentações de preço também muda nos dois casos. “O especulador tenta antecipar o movimento para onde os preços estarão nos próximos minutos, enquanto para o investidor isto não faz a menor diferente, já que a preocupação dele é como será o comportamento do ativo no longo prazo”, explica Antonio Marcos Samad Júnior, CEO da mesa proprietária Axia Investing.

O especulador tem, geralmente, um perfil mais arrojado que o investidor, já que as operações especulativas têm um grau mais elevado de risco. “O investidor tem um risco menor que o especulador, já que seus investimentos têm base em fundamentos, análises e critérios mais objetivos”, diz Elody Assi, especialista em mercado financeiro da Top Gain.

Na forma de analisar o ativo está, inclusive, uma diferença importante. O investidor geralmente olha para os fundamentos da empresa, como patrimônio, endividamento e market share. Já na especulação são usadas ferramentas que estudam movimentos mais curtos do mercado, como a análise gráfica, que estuda o preço dos ativos ao longo do tempo através dos gráficos. 

Principais riscos da especulação

O maior risco de especular é que o mercado vá na direção contrária da sua aposta. Isto pode acontecer nos investimentos também, mas a diferença é que quem investe está coberto pela geração de caixa e patrimônio, que funcionam como colchões de segurança. Outro ponto de atenção ao especulador são as taxas às quais ele está sujeito. Como especular envolve mais operações de compra e venda do que investir, os custos operacionais, como taxas de corretagem e a tarifas cobradas pela B3, podem pesar na carteira. 

Como ter sucesso especulando

Alguns especialistas não recomendam a especulação no mercado financeiro. É o caso de Rodrigo Wainberg, Head de Ações Brasil na Suno Research, que afirma: “há especuladores que tiveram excelentes resultados, mas isto não significa tanto quanto parece, já que em uma amostra de dezenas de milhares de especuladores, é fato que alguns vão obter bons resultados por alguns anos consecutivos por pura sorte”. 

Para quem, mesmo assim, quer insistir na prática, precisa saber que a disciplina é uma das características mais importantes para obter bons resultados. “Muitos acabam praticando o overtrading (fazer operações em excesso) e entram em um loop operacional, no qual a emoção assume o controle no lugar da razão”, diz Rodolfo Consenzzo, hedge de Mercados Internacionais na Top Gain. 


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