Investir fora do Brasil está cada vez mais fácil

Bolsas estrangeiras e ativos de outros países são boas alternativas para diversificar sua carteira

Pontos-chave

  • Para investir na Bolsa americana, é preciso prestar atenção nos custos e impostos
  • Também dá para investir em companhias estrangeiras na Bolsa brasileira por BDRs
  • A diversificação acontece porque as companhias atuam em diversos mercados e conseguem equilibrar perdas e ganhos de acordo com as perspectivas de cada país

Investir em ativos estrangeiros era coisa para poucos. Só os mais ricos podiam contratar uma assessoria no exterior, pagar pelos serviços de uma corretora, fazer remessa de dinheiro e administrar a carteira de longe. Mas agora existem alternativas acessíveis aos investidores brasileiros que queiram, por exemplo, aplicar em ações da Apple ou da Disney.

Os gestores vêm recomendando essa diversificação para reduzir o risco das instabilidades políticas e econômicas do Brasil. As companhias globais vendem seus produtos e serviços para diversos países, o que as ajuda a equilibrar o desempenho ruim em um determinado mercado com o crescimento de receitas em outro.

Como funciona?

Há duas maneiras de investir em ativos estrangeiros. Uma é usando os serviços de uma corretora de valores fora do país. Já existem corretoras especializadas em atender os brasileiros com um custo que cabe no bolso do investidor médio e que ajudam com a burocracia.

Todas elas recebem o dinheiro do investidor, as instruções sobre onde investir, oferecem orientações e compram os ativos nos mercados desejados. Se for a bolsa americana, por exemplo, o brasileiro pode adquirir ações, ETFs e fundos imobiliários.

É importante lembrar que, nesse caso, o investidor vai pagar impostos no país onde comprou os ativos. Além disso, os ganhos e as perdas podem ser turbinados de acordo com a variação cambial, e os resgates, ou seja, a liquidez, levam um pouco mais de tempo. De toda forma, a escolha da corretora deve ser feita com pesquisa e referências para evitar problemas futuros.

Outra maneira é comprar ativos estrangeiros que estão disponíveis na bolsa local por meio de instrumentos específicos. Uma ação de uma companhia americana não é negociada diretamente no mercado brasileiro, mas sim como um BDR. Os papeis são negociados em reais, e as regras de tributação são as mesmas aplicadas a outros ativos da bolsa brasileira.

A estratégia de investir em empresas globais no exterior ajuda a diversificar a sua carteira de investimentos. Primeiro, porque essas companhias atuam em diversos mercados e conseguem equilibrar perdas e ganhos de acordo com as perspectivas de cada país. Segundo, porque os recursos são aplicados em moeda estrangeira, protegendo essa parte do patrimônio das oscilações da moeda brasileira. Um ponto relevante na decisão de investimento são custos de transação e a liquidez da aplicação.


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